- 14 de maio de 2026
Trump e Xi concordam que Estreito de Ormuz ‘deve seguir aberto’, diz Casa Branca enquanto Irã permite passagem de navios chineses
A Casa Branca afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo da China, Xi Jinping, concordaram sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto durante o encontro realizado nesta quinta-feira (14), em Pequim. No mesmo dia, a imprensa iraniana informou que as forças navais do país autorizaram a passagem de vários navios chineses pela rota estratégica, em meio ao bloqueio imposto desde o início da guerra na região.
“As duas partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para favorecer a livre circulação de energia”, disse a Casa Branca.
A declaração ocorre em um contexto de tensão no Golfo, onde o Irã mantém um bloqueio quase total da passagem desde 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel. Antes da escalada, cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás transitava pela via marítima.
A agência iraniana Tasnim informou que um grupo de embarcações chinesas foi autorizado a cruzar o estreito.
“Após uma decisão da República Islâmica, um certo número de navios chineses recebeu permissão para atravessar o Estreito de Ormuz sob os protocolos de trânsito administrados pelo Irã”, afirmou.
A travessia, solicitada por Pequim, começou na noite de quarta-feira, após um acordo sobre as regras de gestão da passagem.
O gesto ocorre enquanto a China busca garantir o fluxo energético: mais da metade do petróleo que o país importa por via marítima vem do Oriente Médio e passa pelo Estreito de Ormuz, segundo a empresa de análise de tráfego marítimo Kpler.
Segundo a Casa Branca, durante a reunião em Pequim, Xi Jinping manifestou oposição à “militarização” da rota e à possível cobrança de pedágio por parte do Irã, medida que vem sendo considerada por Teerã. Em seu comunicado, a parte americana classificou o encontro entre os líderes como “bom”, mas não mencionou temas sensíveis como Taiwan.
Já o presidente chinês destacou que a ilha segue sendo o principal ponto de divergência entre os dois países. Apesar de Taiwan ter um governo democrático, Pequim o considera parte de seu território.
— A questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações entre China e EUA — afirmou durante a reunião de cúpula, segundo a emissora estatal CCTV. — Se for mal administrada, as duas nações podem ter um choque ou, inclusive, entrar em conflito, o que empurraria toda a relação entre China e EUA para uma situação muito perigosa.
Apesar de uma trégua em vigor desde abril, os EUA mantêm restrições aos portos iranianos, em resposta ao bloqueio no estreito, um dos principais gargalos do comércio global de energia.
Redação Cidade 091 com informações de O Globo.