- 16 de abril de 2026
Padre que praticou intolerância religiosa contra Preta Gil encerra processo e pagará indenização à família
O padre Danilo Cesar encerrou, nesta semana, o processo por danos morais movido pela família da cantora Preta Gil ao firmar um acordo judicial em que reconhece ter cometido intolerância religiosa contra a artista. A ação, que pedia indenização de R$ 370 mil, foi motivada por declarações feitas pelo religioso após a morte da artista, vítima de câncer colorretal.
Pelo acordo, o sacerdote também se comprometeu a entregar cestas básicas a instituições de caridade. A ação havia sido movida por familiares da cantora, incluindo o compositor Gilberto Gil, após repercussão de falas consideradas ofensivas.
O caso teve origem em 27 de julho do ano passado, quando o padre associou a fé de Preta Gil em religiões de matriz afro-indígena à morte e ao sofrimento. Na ocasião, ele questionou publicamente práticas religiosas e fez declarações que geraram forte reação negativa.
Além das críticas, o religioso classificou religiões de matriz afro-indígena como “coisas ocultas” e afirmou que desejava “que o diabo levasse” pessoas que buscassem tais práticas, o que levou a acusações de intolerância religiosa.
Diante da repercussão, o padre chegou a pedir desculpas e firmou acordo com o Ministério Público Federal. Ainda assim, o processo por danos morais seguiu em tramitação, sob o argumento da defesa da família de que não havia, até então, reconhecimento efetivo de responsabilidade pelos atos. Com o novo acordo firmado nesta semana, o caso foi, enfim, encerrado.