- 12 de maio de 2026
Denúncia grave em unidade de saúde da Pedreira: infiltrações, fezes de ratos e perda de medicamentos revoltam servidores; Prefeitura culpa gestão anterior
Servidores e frequentadores da Estratégia Saúde da Família (ESF) Pirajá, localizada no bairro da Pedreira, em Belém, denunciaram problemas estruturais dentro da unidade administrada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Segundo os relatos, o espaço apresenta infiltrações, presença de dejetos de ratos e danos em áreas utilizadas para armazenamento de medicamentos e vacinas.
Vídeos enviados à reportagem mostram salas da unidade com goteiras durante a chuva, incluindo infiltrações próximas a instalações elétricas e luminárias. Em uma das imagens, a água escorre do teto dentro de uma sala de atendimento da unidade.
De acordo com a denúncia, profissionais da unidade convivem com sinais de infestação de ratazanas no local. Os relatos também apontam que medicamentos utilizados no tratamento de tuberculose e vacinas teriam sido perdidos em razão das condições estruturais da ESF Pirajá.
A unidade funciona no bairro da Pedreira e atende moradores da região por meio da atenção básica de saúde. A ESF atua como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo consultas, vacinação, acompanhamento comunitário e atendimento preventivo à população.
Após a repercussão das denúncias, a Prefeitura de Belém divulgou nota admitindo problemas estruturais em unidades da rede municipal de saúde. Segundo a gestão municipal, as UBSs enfrentam um processo de desgaste acumulado ao longo de anos.
“A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), esclarece que, ao longo de muitos anos, as unidades básicas de saúde (UBSs) passaram por um processo de sucateamento. Atualmente, a gestão municipal executa um projeto que irá contemplar dezenas de UBSs com uma requalificação completa. A ESF Pirajá está entre as unidades incluídas nas melhorias”, informou a prefeitura em nota.
A administração municipal, porém, não informou prazo para início das obras na unidade nem detalhou os prejuízos causados pela perda de medicamentos e vacinas.