• 29 de outubro de 2025

Operação no Rio confirma 5 paraenses presos e 5 mortos, diz secretário Ualame Machado

Foto: Ag. Pará

Em entrevista nesta quarta-feira (29), o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ualame Machado, detalhou os resultados da Operação Contenção, realizada com apoio das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. A ação visou desmantelar uma estrutura criminosa composta por paraenses que se refugiavam no RJ, mas comandavam delitos à distância no Pará.  

Segundo Machado, a operação tinha 32 mandados de prisão em aberto contra paraenses que mantinham papel estratégico em organizações criminosas atuantes no estado. Dezoito desses alvos foram localizados, e entre eles 10 foram efetivamente alcançados: 5 presos e 5 mortos em confronto.   O secretário explicou que muitos líderes fogem para outros estados justamente para dificultar sua captura, mas continuam gerindo operações criminosas no Pará.  

O secretário informou que as investigações foram conduzidas pela inteligência da Polícia Civil do Pará, e os mandados foram expedidos com autorização do Judiciário estadual para inclusão nas operações que ocorrem em outras unidades federativas.   Machado ressaltou que é comum haver cooperação interestadual nesses casos, e citou operações recentes em Santa Catarina e Amazonas como exemplos dessa integração.

Paraenses mortos identificados:

• Lucas da Silva Lima (“LK”)

• Jhonata de Lima Albuquerque (“Turista”)

• Gilberto Nascimento (“Bigodinho”)

• Nailson Miranda (“Mujuzinho”)

• Ednelson da Silva Abreu (“Caboco”)

• Wesley Martins e Silva  

Já os cinco presos foram apontados como:

• Rodrigo de Jesus Coelho (“RD”)

• Joelison de Jesus Barbosa (“Fuzuê”)

• Damilson Lopes (“DAM”)

• Helison Cauã Oliveira

• Flávio Henrique dos Santos  

Todos eles possuem histórico de envolvimento em atividades como tráfico de drogas, homicídios, extorsão e associação criminosa, além de terem passado por registro no sistema de segurança pública do Pará.  

Conexão com facções e rota de fuga

O delegado-geral da Polícia Civil paraense, Raimundo Benassuly, explicou que parte dos alvos está vinculada a grupos criminosos que operam no Pará. Esses líderes criminosos teriam optado por se deslocar para o Rio de Janeiro como estratégia de fuga, mantendo os comandos das operações criminosas à distância.  

As autoridades afirmam que o levantamento de dados e confirmação de identidades ainda está em andamento, e que novas ações podem ser desencadeadas conforme surgirem novas pistas.  

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