• 29 de janeiro de 2026

Morte do cão Orelha: adolescentes suspeitos retornam dos EUA e têm celulares e roupas apreendidos no aeroporto

Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha, em Praia Brava, em Florianópolis, retornaram dos Estados Unidos, para onde haviam viajado após o crime. Segundo o delegado-geral da corporação, Ullisses Gabriel, ambos os jovens tiverem os celulares apreendidos, a exemplo do que já havia acontecido com o restante do grupo.

“Sobre o cão Orelha, a Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital, com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da PMSC, deram cumprimento a dois mandados de busca e apreensão de telefones celulares de dois adolescentes investigados que estavam fora do Brasil, deferidos pela Vara da Infância e Juventude da Capital, com aval da Promotoria da Infância e Juventude”, detalhou Gabriel nas redes sociais.

Ainda de acordo com o delegado-geral, identificou-se, através de monitoramento conjunto com a Polícia Federal (PF), que os dois adolescentes haviam antecipado seus voos de retorno ao Brasil. Além da apreensão dos aparelhos, ambos já foram intimados a prestar depoimento.

“Os equipamentos serão enviados para a PCI para extração de dados, tal qual os demais apreendidos no dia 26 de janeiro. Também foi solicitado a emissão de laudo de corpo de delito do cão Orelha”, complementou Ullisses Gabriel.

Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina acrescentou que as ordens judiciais foram cumpridas ainda no Aeroporto Internacional de Florianópolis, em sala restrita, “em sala restrita, em razão da necessidade de resguardar a segurança de todos — inclusive das pessoas do aeroporto”.

A Polícia Civil apura o envolvimento de ao menos quatro adolescentes na agressão que levou à morte do animal, considerado mascote da Praia Brava. O cachorro foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata e chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu.

As investigações seguem sob sigilo e incluem a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores, além da apuração de eventual participação de adultos em suposta coação no curso do processo. Três parentes dos adolescentes chegaram a ser indiciados sob a acusação de terem intimidado um vigia local que teria presenciado o ataque.

O caso provocou uma onda de indignação que ultrapassou os limites de Santa Catarina e trouxe à tona, em nível nacional, o debate sobre a eficácia da legislação brasileira de combate aos maus-tratos contra animais. Famosos, ativistas e políticos da esquerda à direita engrossaram o coro de revolta nas redes sociais.

As ordens judiciais foram cumpridas no aeroporto internacional de Florianópolis, em sala restrita, em razão da necessidade de resguardar a segurança de todos – inclusive das pessoas do aeroporto.

Fonte: O Globo

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