• 25 de novembro de 2025

Ex-presidente do IGEPPS vetou investimento de risco no Banco Master, confirmam documentos oficiais

foto: Reprodução

Circulam nas redes sociais publicações que sugerem que recursos da Previdência Social Estadual teriam sido aplicados no Banco Master durante a gestão passada do Instituto de Gestão Previdenciária e Proteção Social do Pará (IGEPPS). Documentos oficiais do próprio órgão, porém, desmentem as especulações e comprovam que nenhuma aplicação foi autorizada. Ao contrário: houve determinação expressa, à época, por parte da presidência do órgão, para impedir qualquer investimento no banco.

Atas e pareceres produzidos em 2024 mostram que o então presidente do Instituto, Giussepp Mendes, vetou formalmente qualquer aplicação financeira no banco, mesmo após a instituição ter sido tecnicamente credenciada. Em reunião extraordinária da Diretoria Executiva, realizada em 9 de agosto de 2024 e registrada na Ata nº 46/2024, ficou definido que, embora a documentação apresentada pelo banco estivesse regular, ele não atendia aos critérios de segurança, liquidez e risco previstos na Política de Investimentos e nas normas que regem a previdência pública.

O parecer técnico do Núcleo Gestor de Investimentos reforçou a decisão ao apontar que o Banco Master apresentava classificação de risco, além de fragilidade patrimonial e histórico de processos judiciais que poderiam comprometer sua confiabilidade. Diante desse cenário, Mendes reiterou a necessidade de preservar o patrimônio previdenciário e optou pela adoção de medidas preventivas.

Na análise do processo de credenciamento nº 2024/769303, o presidente registrou explicitamente que a habilitação documental não configurava autorização para aplicações financeiras. A ata também ressalta que a decisão da Diretoria Executiva foi unânime: qualquer investimento, aplicação ou aporte de recursos no Banco Master estava proibido. O documento acrescenta que o descumprimento da determinação poderia acarretar responsabilização administrativa, civil e penal.

De acordo com o IGEPPS, todas as recomendações técnicas foram integralmente seguidas, e o Banco Master não recebeu, nem estava autorizado a receber, qualquer aporte da previdência estadual durante a gestão de Giussepp Mendes, que presidiu o órgão entre 2019 e março de 2025.

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