• 9 de março de 2026

Comunidade do Português, no oeste do Pará, solta mais de mil filhotes de quelônios em ação de preservação ambiental

Vinícius Leal / Ideflor-Bio

Moradores da comunidade do Português, na Floresta Estadual de Faro, no oeste do Pará, participaram no domingo (8) da segunda edição de uma ação de soltura de quelônios na região. Ao todo, 1.101 filhotes foram devolvidos à natureza, número que mais que dobrou em relação à primeira edição da iniciativa, realizada em 2025, quando cerca de 500 animais foram soltos.

Entre as espécies reintegradas ao ambiente natural estão a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), o tracajá (Podocnemis unifilis) e a calalumã (Rhinoclemmys punctularia). Esses quelônios têm papel importante para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, contribuindo, por exemplo, para a dispersão de sementes e para o controle de populações de outras espécies.

A soltura ocorreu às margens do lago do Peixe-Boi e reuniu moradores e autoridades locais. A ação conta com apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), além da parceria da prefeitura de Faro, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia e da Associação de Moradores da Floresta Estadual de Faro (Amoflota).

Para o professor Josenildo Machado, um dos coordenadores do projeto, a iniciativa tem ajudado a fortalecer o envolvimento da comunidade com a preservação ambiental. “Essa ação é muito importante porque ajuda a preservar espécies que já enfrentam risco de desaparecimento. A iniciativa nasceu da própria comunidade, junto com a escola, e hoje envolve moradores, parceiros institucionais e órgãos gestores. É gratificante ver que, graças ao empenho de todos, conseguimos devolver à natureza 1.101 quelônios neste ano”, afirmou.

Segundo ele, o crescimento no número de filhotes soltos também reflete o aumento da participação dos moradores. “Em 2025 soltamos 500 quelônios, e agora já ultrapassamos mil. Isso mostra que a comunidade está cada vez mais envolvida, coletando os ovos e ajudando no manejo para garantir que essas espécies continuem existindo nos rios da região”, acrescentou.

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