• 11 de dezembro de 2025

Com ingressos de até R$ 386, igreja nos EUA faz show natalino milionário e é criticada nas redes: ‘Jesus ia virar as mesas’

Reprodução

O tradicional espetáculo natalino da Igreja Batista de Prestonwood, em Plano, no Texas, transformou-se em mais um ponto de divisão política e cultural nos Estados Unidos. O “Gift of Christmas”, produção de quase duas horas que reúne Papai Noel voador, animais vivos e efeitos ao estilo Las Vegas, tornou-se um dos shows religiosos mais famosos do país — e também um dos mais criticados nas redes sociais, desde o início de dezembro.

Os ingressos, que variam de US$ 20 a US$ 71 por pessoa, cerca de R$ 386, são um dos principais alvos de queixa. “Me expliquem como uma família de quatro pessoas tem que gastar 200 dólares para ir, mas isso é considerado ‘ação social’. Jesus ia virar as mesas, gente”, escreveu um usuário nas redes sociais, que representa o tom das discussões que tomaram conta do TikTok desde que o evento viralizou há três anos. Outras igrejas americanas conhecidas por grandes espetáculos natalinos — como o Tabernacle Choir, em Salt Lake City, e a Elevation Church — oferecem suas apresentações gratuitamente.

A Prestonwood, porém, rejeita qualquer acusação de excessos. O pastor de louvor Kaleb Moore afirmou à Texas Monthly que “nada é extravagante demais para Cristo” e que a proposta é oferecer o melhor possível para o público. Já o diretor criativo da igreja, Andy Pearson, disse à Fox 4 que o objetivo é atrair pessoas que talvez nunca tenham tido contato com a mensagem cristã. Segundo ele, a bilheteria cobre integralmente os custos do espetáculo.

A megaigreja, que reúne cerca de 50 mil membros em dois campi nos subúrbios mais ricos de Dallas, também está no centro de debates políticos. Com fortes ligações ao conservadorismo e ao movimento MAGA, Prestonwood gerou controvérsia ao reproduzir uma mensagem criada por inteligência artificial do influenciador Charlie Kirk dias após sua morte. A congregação também tem entre seus frequentadores o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, figura recorrente em escândalos pessoais e políticos.

Pearson atribui parte da polêmica ao impacto das redes sociais, que, segundo ele, ampliaram a voz de pessoas que jamais estiveram no evento. “Elas permitem que se manifeste alguém que talvez nunca tenha participado”, afirmou à Texas Monthly. Ele reforçou que quem critica deveria assistir ao espetáculo para compreender seu alcance e sua intenção.

Fonte: O Globo

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