• 2 de setembro de 2025

Chefe de gabinete do presidente da Alepa é alvo de operação da PF

O chefe de gabinete do presidente da Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA), é alvo de uma operação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União, na manhã desta terça-feira (02). A ação tem como mira desvios na saúde e na educação do Pará.

Batizada de “Expertise”, a operação mirou fraudes em contratos voltados para as pastas, que somam R$ 198 milhões. Ao todo, 5 pessoas foram presas. Entre os alvos, houve diligências na Assembleia Legislativa do Estado, incluindo o Gabinete da Presidência, além de dois condomínios de luxo localizados na região metropolitana de Belém. 

Entre os investigados, estão:

  • Ana Claudia Duarte Lopes – Secretária de Educação de Marituba (PB);
  • Celso da Silva Mascarenhas – Diretor da Polícia Científica
  • Denis Figueiredo da Silva – Perito, responsável pelo setor de obras da Polícia Científica do Pará;
  • Edilvandro Augusto de Almeida Pereira – Servidor do Detran/PA;
  • Fabrício Buarque Correa – Chefe de Gabinete do Presidente da Alepa;
  • Renata Mirella Freitas – Diretora do Detran/PA;
  • Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos – Servidor da Alepa
  • Alberto Furtado Pinheiro;
  • Alex Jordan Santos da Cunha;
  • Jacélio Faria da Igreja.

Fabricio Buarque Correa está lotado desde 2019 no gabinete do deputado estadual Chicão (MDB), presidente da casa. As ações foram cumpridas em Belém e Marituba, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão, assim como bloqueio de ativos, afastamento de sigilo bancário e fiscal de 17 investigados, o afastamento de seis servidores públicos e a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades econômicas de 4 empresas investigadas.

De acordo com a PF, as investigações apontaram a existência de empresas de fachada em um esquema que envolve empresários e servidores públicos. O esquema também incluía direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços, simulação ou execução parcial de contratos administrativos, repasses de vultosos valores públicos e, posteriormente, saque em espécie e redistribuição desses recursos entre os agentes integrantes da organização.

No balanço parcial da PF, estão em apreensões:

  • R$ 881.000,00 entre moedas nacionais e estrangeiras;
  • 31 carros apreendidos;
  • 88 peças de joias;
  • 7 relógios rolex.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados à lei de licitações, peculato, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

*Com informações de Metrópoles

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