• 16 de abril de 2026

Chatbots de IA dão conselhos médicos enganosos em 50% das vezes, aponta estudo

Reprodução / Freepik

Chatbots baseados em inteligência artificial (IA) estão fornecendo conselhos médicos problemáticos aos usuários em cerca de metade das vezes, de acordo com um novo estudo, destacando os riscos à saúde dessa tecnologia que está se tornando cada vez mais essencial no dia a dia.

Pesquisadores dos EUA, Canadá e Reino Unido avaliaram cinco plataformas populares — ChatGPT, Gemini, Meta AI, Grok e DeepSeek — fazendo a cada uma delas 10 perguntas em cinco categorias de saúde. Das respostas totais, cerca de 50% foram consideradas problemáticas, incluindo quase 20% que foram altamente problemáticas, de acordo com as descobertas publicadas esta semana no periódico médico BMJ Open.

Os chatbots tiveram um desempenho relativamente melhor em perguntas fechadas e relacionadas a vacinas e câncer, e pior em perguntas abertas e em áreas como células-tronco e nutrição, de acordo com o estudo.

As respostas foram frequentemente dadas com confiança e certeza, embora nenhum chatbot tenha produzido uma lista de referência totalmente completa e precisa em resposta a qualquer pergunta, disseram os pesquisadores. Houve apenas duas recusas em responder a uma pergunta, ambas da Meta AI.

Os resultados destacam a crescente preocupação sobre como as pessoas estão usando plataformas de IA generativa, que não são licenciadas para fornecer aconselhamento médico e não possuem o discernimento clínico necessário para fazer diagnósticos.

O crescimento explosivo dos chatbots de IA os tornou uma ferramenta popular para pessoas que buscam orientação sobre seus problemas de saúde, e a OpenAI afirmou que mais de 200 milhões de pessoas fazem perguntas sobre saúde e bem-estar ao ChatGPT todas as semanas. A plataforma anunciou em janeiro ferramentas de saúde tanto para usuários comuns quanto para profissionais de saúde, e a Anthropic anunciou no mesmo mês o lançamento de seu produto Claude, uma nova oferta para a área da saúde.

Um dos principais riscos da implementação de chatbots sem educação e supervisão pública é a possibilidade de amplificar a desinformação, afirmaram os autores do estudo publicado no BMJ Open

As descobertas “destacam importantes limitações comportamentais e a necessidade de reavaliar como os chatbots de IA são implementados na comunicação pública sobre saúde e medicina”, escreveram eles. Esses sistemas podem gerar “respostas com aparência de autoridade, mas potencialmente falhas”, concluíram.

Redação Cidade 091 com informações de O Globo.

Relacionadas

‘Olá, mundo’: Nasa divulga primeiras imagens feitas pelos astronautas da Missão Artemis II

‘Olá, mundo’: Nasa divulga primeiras imagens feitas pelos astronautas…

A Nasa divulgou nesta sexta-feira as primeiras imagens feitas pela equipe que integra a Missão Artemis II, a primeira viagem tripulada…