• 2 de outubro de 2025

Belém ganha o Museu das Amazônias, com abertura neste sábado (4)

Divulgação/Museu das Amazônias

Belém ganhará um novo espaço cultural no Complexo Porto Futuro II, bairro do Reduto, a partir deste sábado (04), o Museu das Amazônias. Segundo a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), responsável pelo espaço, o museu nasce com a proposta de valorizar a identidade e a diversidade da região, reverberando a pluralidade de vozes e saberes que compõem o maior bioma tropical do planeta. 

O Museu das Amazônias já abre com duas exposições de destaque. No térreo, estará a mostra internacional “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, apresentada pela primeira vez no Norte do Brasil. Reunindo cerca de 200 fotografias em preto e branco, resultado de sete anos de expedições pela região, a exposição propõe uma reflexão sobre a preservação da floresta e o papel das comunidades indígenas que nela vivem, evidenciando tanto a complexidade dos modos de vida quanto a vulnerabilidade do ecossistema.

A exposição já passou por Paris, Londres, São Paulo e pelo Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Durante a abertura, será apresentada ao público por Juliano Salgado, filho do fotógrafo, falecido em maio deste ano.

O museu faz parte do conjunto de obras realizadas pelo Governo do Pará e ficará como legado da COP30 à capital paraense. Com a inauguração, Belém passará a abrigar um dos principais museus dedicados à cultura, ciência, sustentabilidade e tecnologia da região, reafirmando o papel da Amazônia no centro dos debates globais atuais.

A secretária de Cultura do Pará, Ursula Vidal, destaca: “Nossa missão é garantir que o Museu das Amazônias seja um espelho e um vórtice que, a um só tempo, reflete e integra as pluridiversidades da região, equacionando as diretrizes estratégicas do Governo do Pará com as contribuições fundamentais das instituições parceiras no rico processo de implementação. As múltiplas dimensões simbólicas deste equipamento cultural, que já nasce integrado a um ecossistema de sociobioeconomia secular, nos estimulam a pensar um museu que irradiará imaginações de um futuro sustentável, justo, criativo e próspero para as Amazônias e suas gentes.”

Na curadoria, o Museu das Amazônias aposta na diversidade como o caminho da inovação cultural e também científica. Com trajetórias distintas, Francy Baniwa, Joice Ferreira e Helena Lima reúnem saberes que vão da ancestralidade indígena e das expressões artísticas à pesquisa ecológica e arqueológica, criando um diálogo entre ciência, tradição e memória. 

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