• 16 de abril de 2026

Ave migratória resgatada em Belém será devolvida à natureza na sexta-feira (17) após cruzar continentes

Divulgação

Uma ave migratória resgatada em Belém após ser encontrada debilitada e encharcada pela chuva será devolvida à natureza nesta sexta-feira (17), na orla da Universidade Federal do Pará (UFPA), após passar por recuperação no Parque Zoobotânico Mangal das Garças.

O animal foi resgatado no mês de março e, logo na avaliação inicial, a equipe identificou que se tratava de um trinta-réis-boreal (Sterna hirundo), espécie que realiza longas migrações anuais entre o Hemisfério Norte e a América do Sul. Um detalhe chamou atenção: a ave carregava uma anilha de identificação presa à perna. A partir do código, foi possível rastrear sua origem e entrar em contato com o Eastern Ecological Science Center, nos Estados Unidos. O registro indicou que o animal havia sido anilhado em 2023, no estado de Massachusetts.

Segundo o médico veterinário Camilo González, o desgaste físico apresentado é compatível com o esforço exigido por esse tipo de deslocamento. “Estamos falando de uma espécie que percorre distâncias enormes. Ao longo desse trajeto, é comum que alguns indivíduos apresentem desgaste físico, e esse provavelmente foi o caso desse trinta-réis”, afirmou.

Após o resgate, a ave passou por quarentena, exames clínicos e acompanhamento técnico. Com a evolução do quadro, foram realizados testes para avaliar a capacidade de sobrevivência na natureza, incluindo resistência e desempenho de voo.

A alimentação também foi um ponto de atenção. Para estimular o comportamento natural, foram oferecidos peixes vivos. De acordo com a técnica ambiental Beatriz Tavares, especialista em aves, esse tipo de estratégia é essencial na reabilitação. “O enriquecimento com alimento vivo desperta habilidades naturais como atenção, agilidade e precisão na captura. Observamos que ela respondeu muito bem e voltou a se alimentar de forma eficiente, o que é determinante para a sobrevivência”, explicou.

Com a recuperação confirmada, a ave foi considerada apta para soltura. O caso também evidencia que Belém está na rota de aves migratórias de longa distância e reforça a importância de áreas de conservação urbana no cuidado e na preservação da fauna silvestre.

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