- 15 de janeiro de 2026
São Paulo vira alvo de investigação por lavagem de dinheiro e organização criminosa
A investigação que apura supostos desvios financeiros no São Paulo Futebol Clube foi transferida para uma Vara Especializada em Crimes Tributários e Organização Criminosa. A mudança judicial ocorreu com o aval do Ministério Público, que estruturou uma força-tarefa para intensificar as apurações sobre a gestão atual.
O foco central da Polícia Civil recai sobre o saque de R$ 11 milhões em espécie das contas do clube entre os anos de 2021 e 2025. Relatórios do Coaf apontam que essas movimentações na boca do caixa são atípicas e dificultam o rastreamento do destino final dos recursos.
A defesa da agremiação justifica que o montante em dinheiro vivo serviu para quitar despesas rotineiras do departamento de futebol. Paralelamente, os investigadores analisam depósitos de R$ 1,5 milhão na conta pessoal do presidente Julio Casares, realizados por meio de 132 operações bancárias.
O inquérito também examina o papel de empresas terceirizadas e a conduta de diretores como Carlos Belmonte e Rui Costa, que negam qualquer ilegalidade. Há ainda uma frente investigativa sobre a venda clandestina de camarotes no estádio MorumBis, resultando no afastamento de dois dirigentes flagrados em gravações.
Diante da gravidade das denúncias, o Conselho Deliberativo do clube se reúne nesta sexta-feira para votar o pedido de impeachment do mandatário. A sessão ocorrerá em formato híbrido após a Justiça indeferir o pedido da diretoria para que a votação fosse exclusivamente presencial.
Caso o afastamento receba a aprovação dos conselheiros, Casares deixará o cargo provisoriamente até a decisão definitiva da Assembleia Geral. Este processo interno busca esclarecer as suspeitas de corrupção antes que o mandato presidencial chegue ao fim.