- 20 de abril de 2026
Professor brasileiro desaparecido é encontrado morto em hospital de Buenos Aires
O professor brasileiro Danilo Neves Pereira, de 35 anos, que estava desaparecido desde a última semana em Buenos Aires, foi encontrado morto. Fontes da investigação confirmaram ao jornal LA NACION que o jovem deu entrada descompensado e como não identificado (NN) no Hospital Ramos Mejía no mesmo dia em que foi registrada sua desaparição. Ele morreu na unidade de saúde 24 horas depois.
A vítima, um professor universitário com ampla experiência, não havia dado notícias à família desde a madrugada de terça-feira, 14 de abril. Naquele dia, pouco antes das 4h, Neves Pereira enviou uma mensagem a um amigo informando sua localização e dizendo que estava em um apartamento em um edifício na Avenida de Mayo. Ele havia marcado um encontro no local com um jovem de nacionalidade chilena, que conheceu por meio de um aplicativo de relacionamento.
Em entrevista ao LA NACION, um amigo da vítima — uma das últimas pessoas com quem o professor falou — contou que Neves Pereira morava em Buenos Aires desde o fim de setembro de 2025. Ele afirmou ainda que só viu a mensagem horas depois, ao acordar, momento em que também percebeu uma ligação recebida às 4h04.
Como o professor não respondeu às tentativas posteriores de contato, outro amigo registrou uma denúncia de desaparecimento na Fiscalía Nacional en lo Criminal y Correccional Nº 17.
Esse amigo, que vive na Argentina, disse ao jornal que conseguiu localizar e conversar com o “jovem chileno” que esteve com Neves Pereira no apartamento. Segundo ele, o brasileiro deixou o local após “uma pequena discussão, aproximadamente no mesmo horário em que me mandou a mensagem”.
Posteriormente, a Direção de Busca de Pessoas da Polícia da Cidade encontrou o corpo do brasileiro no Hospital Ramos Mejía. De acordo com fontes de segurança, ele deu entrada na unidade após uma descompensação psicotrópica causada pelo consumo de cocaína.
Procurado pela reportagem, um dos amigos de Neves Pereira afirmou que, até então, os familiares e pessoas próximas ainda não haviam sido oficialmente notificados sobre a morte.
Fonte: O Globo