• 21 de novembro de 2025

Presidente da COP30 faz apelo por consenso em momento decisivo das negociações

foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em meio à reta final das negociações da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o presidente do evento, André Corrêa do Lago, fez um apelo na manhã desta sexta-feira (21) para que os países alcancem um consenso em prol do planeta.

Durante a abertura da plenária informal na Zona Sul, espaço oficial da conferência, o embaixador destacou que este é um momento de cooperação internacional e que os resultados da COP não devem ser encarados como vitórias ou derrotas de delegações específicas.

“Sabemos o quanto é difícil transformar palavras em ações e chegar a consensos. Mas não podemos esquecer que esse mesmo consenso, que às vezes nos exaspera, fortalece o regime climático. Temos que mostrar que esta é a COP em que o consenso é força”, afirmou.

Corrêa do Lago também ressaltou que a percepção de divisão entre negociadores precisa ser superada. Segundo ele, a presidência brasileira tem buscado conduzir as discussões com transparência e apresentar soluções reais propostas pelas delegações.

O diplomata afirmou ainda que três objetivos centrais da presidência da COP30 devem ser alcançados: o fortalecimento do multilateralismo, a conexão dos debates climáticos com a vida das pessoas e a aceleração da implementação do Acordo de Paris, que pretende limitar o aquecimento global a 1,5°C.

Realizar a conferência em Belém, no coração da Amazônia, foi decisivo para reforçar a mensagem de preservação do bioma, avaliou o presidente da COP.

“Ao trazer a COP para a Amazônia, o presidente Lula quis que o mundo visse não apenas a beleza deste bioma extraordinário, mas também os desafios que enfrentamos. Acredito que mudamos a percepção sobre a relação entre natureza e clima”, declarou.

Incêndio durante o evento

Corrêa do Lago também mencionou o incêndio que atingiu parte dos pavilhões da COP30 na quinta-feira (20). Ele destacou que, apesar do impacto negativo, a reação coletiva foi um exemplo de solidariedade e cooperação que deveria inspirar as negociações da carta final da conferência.

“Estamos aqui juntos depois do fogo. A situação foi rapidamente controlada, mas nos lembrou da nossa vulnerabilidade compartilhada e de como instintivamente agimos juntos em momentos de crise. Agradeço o profissionalismo, a solidariedade e as inúmeras mensagens de apoio recebidas”, disse.

com informações da Agência Brasil

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