• 27 de março de 2026

Polícia Civil prende cinco pessoas envolvidas no golpe do “falso advogado”

Reprodução: PCPA

A Polícia Civil do Estado do Pará, através da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), em ação integrada com a Polícia Civil do Ceará, deflagrou, nesta sexta-feira (27), a operação “Falso Patrono” nos municípios cearenses de Guaiúba e Pacatuba. A operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão, expedidos pelo juiz da Vara das Garantias da Região Metropolitana de Belém, visando desarticular uma associação criminosa especializada no “golpe do falso advogado”. No total, cinco envolvidos foram presos.

A organização criminosa usava os valores obtidos para financiar atividades criminosas de uma facção local na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante as apurações realizadas pela Polícia Civil do Pará, foi constatado que o grupo entrava em contato com vítimas por meio de aplicativos de mensagens, utilizando fotos de perfil de advogados reais, informando sobre uma suposta liberação de alvarás judiciais e convenciam as vítimas a pagarem antecipadamente despesas extras para liberar os valores.

Segundo o delegado João Amorim, titular da DECCEP, um dos casos foi formalizado em fevereiro de 2025, quando a vítima sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil. “Durante as investigações, constatamos que outros casos semelhantes também foram registrados nos Estados do Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia, envolvendo esta mesma associação criminosa de caráter interestadual, cujos valores somados revelam um prejuízo considerável para as vítimas”, explicou o delegado João Amorim.

Com o avanço da investigação, revelou-se que o esquema era operado por uma célula familiar baseada nos municípios de Guaiúba e Pacatuba, no Ceará. Os principais alvos e suas funções na engrenagem criminosa incluíam um núcleo de coordenação, de “laranjas”, de suporte logístico e digital e um operador técnico. 

“Chegamos aos investigados através de uma minuciosa análise telemática que rastreou endereços de IPs, registros digitais bancários e uso de e-mails de recuperação compartilhados entre os envolvidos. Dessa forma, constatou-se que o grupo operava de forma coordenada, possivelmente com divisão de tarefas para dificultar o rastreio do dinheiro”, continuou o delegado João Amorim.

Segundo o titular da DECCEP, além das prisões, foram realizadas buscas nos imóveis visando coletar novos dispositivos eletrônicos que possam detalhar a extensão do esquema e identificar outras vítimas. “Os recursos obtidos pelas fraudes sustentavam os conflitos territoriais para grupos criminosos responsáveis por homicídios e tráficos de drogas na Região Metropolitana de Fortaleza”, finalizou o delegado.

Os cinco suspeitos presos já se encontram à disposição da Justiça e deverão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, sem prejuízo de outras tipificações relacionadas ao crime organizado. As diligências seguem em andamento, para localizar um integrante do grupo criminoso que ainda não foi capturado.

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