• 20 de março de 2026

Patente do Ozempic expira no Brasil e abre caminho para versões mais baratas

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O medicamento Ozempic, que tem como princípio ativo a semaglutida, terá a patente da substância expirada no Brasil nesta sexta-feira (20). A semaglutida é utilizada em fármacos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

Com o fim da patente, abre-se caminho para a entrada de versões mais baratas no mercado. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que há atualmente oito processos em análise para novos medicamentos com o mesmo princípio ativo.

Segundo a Anvisa, dois pedidos de registro de semaglutida sintética estão em fase de exigência, ou seja, dependem da apresentação de dados complementares pelas empresas para que a análise tenha continuidade. O prazo para resposta termina no fim de junho, o que impede a definição de datas para conclusão dos processos. Na área de biológicos, um produto está em análise e outro ainda aguarda o início da avaliação.

Os demais pedidos devem receber parecer técnico até o final de abril, podendo resultar em aprovação, reprovação ou solicitação de novas exigências.

A agência destaca que os medicamentos atualmente registrados com semaglutida no país são classificados como biológicos. Já os novos pedidos envolvem produtos biossimilares — obtidos por via biológica — e versões sintéticas, conhecidas como análogos de peptídeos biológicos.

A avaliação desses análogos sintéticos é considerada um desafio técnico por órgãos reguladores em todo o mundo. Até o momento, agências internacionais ainda não registraram medicamentos desse tipo, devido à complexidade na análise, que envolve critérios aplicáveis tanto a fármacos sintéticos quanto a biológicos.

Entre os principais pontos de atenção estão a verificação de impurezas, a formação de agregados, a garantia de esterilidade e o risco de reações imunológicas, que podem comprometer a eficácia do tratamento ou provocar efeitos adversos.

No campo jurídico, em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu não prorrogar o prazo de vigência das patentes do Ozempic e do Rybelsus. A ação havia sido movida pela Novo Nordisk contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), mas foi negada com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal de que o prazo de patentes é de 20 anos, sem possibilidade de prorrogação por demora na análise administrativa.

Relacionadas

Habilitação de novos PMs começa no Pará com mais de 1,4 mil aprovados em concursos

Habilitação de novos PMs começa no Pará com mais…

Teve início nesta semana o processo de habilitação de 1.424 candidatos aprovados nos concursos da Polícia Militar do Pará para oficiais…
Kleiton Pego destaca adaptação no Paysandu: ‘Tô muito feliz com os números e com os resultados’

Kleiton Pego destaca adaptação no Paysandu: ‘Tô muito feliz…

Autor de um dos gols da vitória do Paysandu no último domingo, Kleiton Pego comentou sobre sua boa fase na temporada.…
Frente fria muda o tempo com noites mais amenas em Belém, mas provoca queda na umidade no sul do Pará

Frente fria muda o tempo com noites mais amenas…

A massa de ar frio que avança pelo Brasil neste início de maio deve ter seus impactos mais intensos no Sul…