• 20 de maio de 2026

Ozempic: semaglutida reduz crises de enxaqueca, diz novo estudo

Reprodução/Agência Brasil

A semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy, é capaz de reduzir as crises de enxaqueca nos pacientes, de acordo com um novo estudo apresentado no Congresso Europeu de Obesidade (ECO) 2026. A pesquisa, baseada em dados de vida real de registros nacionais da Dinamarca, analisou 149.941 adultos que iniciaram o uso do composto entre dezembro de 2022 e junho de 2024, com devido acompanhamento médico.

Após 12 meses do início do tratamento, houve uma redução de 11% no uso de triptanos, classe de medicamentos indicados para crises agudas de enxaqueca. Antes da administração de semaglutida, o uso de medicamentos para crises de enxaqueca apresentava tendência de crescimento. Em contrapartida, após o início do uso de semaglutida, houve uma inversão do padrão.

Segundo os autores, a diminuição do uso de triptanos reflete uma redução real e consistente na frequência e/ou na intensidade das crises de enxaqueca, e não apenas mudança de comportamento terapêutico. O trabalho utilizou um desenho de série temporal interrompida, comparando o uso de triptanos por até 24 meses antes e 12 meses após o início do tratamento com semaglutida, abordagem para avaliar mudanças associadas a intervenções em dados populacionais.

“A semaglutida está presente em medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, e possui diversos benefícios comprovados no corpo, como a perda de peso com manutenção de massa magra, proteção cardiovascular e dos rins, redução de gordura no fígado e diminuição no uso de tabaco e álcool”, afirma Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk. “As pesquisas demonstram a capacidade da molécula no cuidado global da saúde dos pacientes”, completa.

Maior impacto entre mulheres

O estudo também identificou que o benefício foi ainda mais evidente entre mulheres, que apresentaram redução mais acentuada no uso da medicação. Na prática, após o início do tratamento com semaglutida, as mulheres passaram a ter 13% menos necessidade de medicamentos para tratar crises de enxaqueca. Esse resultado está alinhado com o fato de que mulheres apresentam maior prevalência e carga da doença, além de maior sensibilidade a mecanismos neurovasculares associados à condição.

Da Agência O Globo

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