- 19 de maio de 2026
Operação prende cinco investigados por abuso e exploração sexual de menores no Pará
Cinco pessoas foram presas durante a operação “Child Protection”, realizada pela Polícia Civil do Pará na manhã desta terça-feira (19), para combater crimes de associação criminosa, estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição de menores. Quatro mandados de prisão temporária foram cumpridos e uma quinta pessoa acabou presa em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
A ação também cumpriu 18 mandados de busca e apreensão domiciliar em Bom Jesus do Tocantins e Marabá. As diligências contaram com equipes da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, da Delegacia de Bom Jesus do Tocantins e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Durante a operação, três dos quatro alvos dos mandados também foram autuados por posse irregular de arma de fogo.
Nas residências ligadas aos investigados, os policiais apreenderam 16 armas e mais de 500 munições de diversos calibres. Todo o material foi encaminhado para a delegacia junto com os presos, para os procedimentos legais cabíveis.
“Os mandados foram expedidos pelo Juízo Criminal da Comarca de Marabá no escopo da investigação que apura crimes como associação criminosa, estupro de vulneráveis e favorecimento à prostituição de menores. A operação foi pensada devido à campanha Maio Laranja, que trata sobre a conscientização nacional ao combate a abusos e exploração sexual a crianças e adolescentes. Nós temos conhecimento de, pelo menos, 12 vítimas dos crimes praticados pelos investigados e todas receberam atendimento especializado, psicossocial e multidisciplinar”, destacou o delegado Antônio Mororó Júnior, superintendente da região.
Quatro suspeitos foram presos em Bom Jesus do Tocantins, enquanto outro investigado foi localizado em Marabá. As investigações começaram após denúncias feitas pelo Conselho Tutelar de Bom Jesus do Tocantins, apontando crimes praticados contra crianças e adolescentes.
“Nós temos a informação de que, pelo menos, 12 crianças e adolescentes foram vítimas dos investigados e, por isso, solicitamos à Justiça a expedição dos mandados de prisão temporária contra eles. À medida que nós conversamos com as primeiras vítimas, foi possível identificar outras crianças e adolescentes. Como bem destacou o superintendente, todas passaram por escuta especializada e atendimento multidisciplinar, que são muito importantes para vítimas deste tipo de crime que deixa tantas marcas”, contou o delegado Lucas Luz, responsável pela investigação e diretor da Delegacia de Bom Jesus do Tocantins.
A Polícia Civil reforçou que denúncias de crimes contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181 ou pela assistente virtual “Iara”, no WhatsApp (91) 3210-0181.