• 1 de janeiro de 2026

Moraes nega pedido para Bolsonaro permanecer internado e determina retorno à custódia da PF após alta

Imagem Reprodução: Brenno Carvalho/ Agência O Globo.
Brasília (DF). 18/07/2025 - Jair Bolsonaro / PL - Jair Bolsonaro saindo da sede do Partido Liberal (PL), no edifício Brasil21. A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (18/7) uma operação que tem como um dos alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares contra o ex-presidente. Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele permanecesse internado em hospital até a análise definitiva do requerimento de prisão domiciliar humanitária. Na decisão, proferida nesta quinta-feira, Moraes determinou que Bolsonaro retorne à custódia da Polícia Federal após a devida liberação médica. 

A solicitação havia sido apresentada pela defesa na noite de 31 de dezembro, com o argumento de que o ex-presidente deveria permanecer no hospital para evitar sua transferência à Superintendência da Polícia Federal enquanto pendente de apreciação o pedido de prisão domiciliar. Os advogados alegaram que o quadro clínico ainda estaria em evolução e exigiria acompanhamento médico contínuo.

Ao analisar o requerimento, Moraes afirmou que a defesa não trouxe aos autos fatos supervenientes capazes de afastar os fundamentos da decisão anterior, que já havia negado a prisão domiciliar humanitária em 19 de dezembro. Segundo o ministro, não há agravamento do estado de saúde de Bolsonaro, mas sim um quadro de melhora dos desconfortos relatados, conforme apontado, inclusive, por laudos de seus próprios médicos. 

“O quadro clínico é de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas”, escreveu Moraes, ao rebater a argumentação apresentada pela defesa. 

Na decisão, o ministro também destacou que todas as prescrições médicas indicadas pelos advogados podem ser integralmente cumpridas na Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro cumpre pena. Segundo o despacho, desde o início do cumprimento da sentença foi determinado plantão médico 24 horas por dia, além de acesso integral aos médicos particulares do ex-presidente, aos medicamentos necessários, a fisioterapeuta e à alimentação preparada por familiares. 

Moraes reiterou ainda que permanecem ausentes os requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar e citou “reiterados descumprimentos de medidas cautelares” e “atos concretos visando à fuga”, incluindo a destruição dolosa de tornozeleira eletrônica, como fundamentos para a manutenção do regime fechado. 

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena em regime inicial fechado. Com a decisão desta quinta-feira, o ministro determinou que, após a liberação médica, o ex-presidente retorne ao cumprimento da pena na sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Redação Cidade 091 com informações de O Globo.

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