• 12 de março de 2026

Ministério das Comunicações vai avaliar pedido de Erika Hilton para suspender o ‘Programa do Ratinho’ por um mês

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados | Reprodução / SBT

O Ministério das Comunicações vai analisar um pedido da deputada federal Erika Hilton para que o “Programa do Ratinho”, do SBT, seja suspenso por 30 dias. O motivo foram declarações feitas pelo apresentador sobre ela na edição de quarta-feira (11) da atração. Ele comentou sobre a eleição de Erika para presidir a Comissão da Mulher na Câmara: “Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.

Em nota ao O Globo, a pasta informou: “O Ministério das Comunicações informa que recebeu a representação administrativa encaminhada pela deputada federal Erika Hilton. A manifestação será analisada pela equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão (Serad), que fará a avaliação dos pontos apresentados, seguindo os trâmites administrativos e legais cabíveis. O Ministério das Comunicações reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento rigoroso da legislação vigente.”

Mais cedo, o SBT também divulgou um comunicado sobre o ocorrido. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, diz o texto.

Deputada Erika Hilton entrou com processo contra Ratinho

Erika Hilton também entrou com um processo contra Ratinho por conta do episódio. Nas redes sociais, ela escreveu:

“Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.

Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa para dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres. Este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram. Foi contra todas as mulheres cis que nunca tiveram útero ou, por condições de saúde, como o câncer, precisaram removê-lo. Foi contra todas as mulheres que não podem ou não querem ter filhos. Foi contra as mulheres que perderam seus filhos ainda na gestação (…) Ele e o SBT pagarão pelos seus atos, na esfera cível e criminal. E eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis”.

Redação Cidade 091 com informações de O Globo.

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