• 22 de abril de 2026

Milhares de litros apreendidos expõem a dura rotina de combate ao açaí clandestino nos rios do Pará

Reprodução: Divulgação

A apreensão de mais de 200 litros de açaí sem origem comprovada por agentes da Base Fluvial Candiru, divulgada pela Agência Pará, reforça um problema recorrente na cadeia produtiva do fruto no estado. A circulação de produto sem controle sanitário adequado. A ação contou com apoio da Adepará e da Vigilância Sanitária, que acompanharam o descarte da carga irregular.

Mas casos como esse não são isolados. Nos últimos anos, operações conjuntas de fiscalização em rios, portos e feiras livres têm resultado na apreensão de centenas de litros de açaí transportados sem refrigeração, sem identificação de origem ou manipulados fora das normas. Embora os números variem conforme a operação e o período analisado, balanços divulgados por órgãos estaduais indicam que, apenas no último ano, somadas diferentes ações, já foram retirados de circulação mais de mil litros do produto em condições irregulares. Em um recorte de cinco anos, esse volume pode chegar a vários milhares de litros, considerando apreensões em municípios do interior e na Região Metropolitana de Belém.

O foco da fiscalização está principalmente em três fatores: a procedência do fruto, as condições de transporte e o processamento. Agentes verificam se o açaí vem de áreas cadastradas, se foi transportado em recipientes higienizados e refrigerados e se passou por etapas essenciais como a lavagem adequada e o branqueamento térmico, aquele processo que ajuda a eliminar microrganismos nocivos.

A preocupação não é apenas administrativa, mas de saúde pública. O consumo de açaí contaminado já foi associado a surtos de Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Nos últimos anos, o Pará registrou episódios de infecção ligados à ingestão do alimento, incluindo casos graves e mortes. A contaminação ocorre, em geral, quando o fruto entra em contato com o inseto vetor ou com fezes contaminadas durante o processamento artesanal sem controle sanitário.

Diante desse cenário, as autoridades reforçam que o consumidor deve observar a procedência do açaí, priorizando estabelecimentos regularizados e produtos que informem origem e condições de preparo. Para produtores e comerciantes, a orientação é seguir rigorosamente as normas sanitárias, sob risco de apreensão da mercadoria e outras penalidades.

As operações devem continuar intensificadas, especialmente durante os períodos de maior produção, quando aumenta a circulação do fruto. O objetivo, segundo os órgãos de fiscalização, é garantir que um dos alimentos mais simbólicos da região chegue à mesa da população com qualidade e segurança.

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