• 3 de fevereiro de 2026

Jonas Sulzbach é denunciado ao Ministério Público por homofobia no BBB26

Reprodução/TV Globo

Participante do BBB 26, Jonas Sulzbach se tornou alvo de uma acusação por homofobia movida pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, na última segunda-feira (2). A queixa-crime, apresentada pela entidade junto ao Ministério Público (MP) de São Paulo, chama a atenção para “falas consideradas LGBTQIAPN+fóbicas veiculadas durante o reality show” — e que foram proferidas por Jonas durante discussão com o colega de confinamento Juliano Floss.

Na ocasião, o modelo questionou se o influenciador digital estaria “afetadinho” com o jogo. Em seguida, chamou o rival de “Juvena” — em referência a uma marca de cosméticos femininos — e “loirinha”, com o adjetivo no feminino. Em outra treta, Jonas sugeriu que o namorado de Marina Sena teria progesterona, hormônio feminino.

“Você é ridículo. Você não sabe falar, meu irmão. É tanta testosterona que treinou tanto, mas não malhou o cérebro”, exclamou Juliano Floss para Jonas. O modelo, então, o rebateu: “Você não tem e nunca vai ter testosterona. Você tem o quê? Progesterona? Qual o hormônio que você tem? Vai lá, progesterona!”.

A denúncia protocolada pelo deputado estadual Agripino Magalhães Júnior (MDB-SP) considera que as falas propagada em rede nacional “visam desqualificar e estigmatizar a orientação sexual ou identidade de gênero do participante (Juliano Floss)“.

“Do ponto de vista jurídico, a conduta pode configurar crime de injúria racial por motivação LGBTQIAPN+fóbica, nos termos da Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal em 2019, que equiparou a homotransfobia ao crime de racismo. A tipificação abrange ofensas à dignidade ou ao decoro praticadas com base em orientação sexual ou identidade de gênero, especialmente quando difundidas por meios de comunicação de massa”, justificou o parlamentar.

“Não é aceitável relativizar práticas que reforçam o preconceito. Todo preconceito é violência. A Justiça precisa atuar para que nossas vidas não sejam tratadas como entretenimento ou objeto de escárnio”, acrescentou Agripino.

Este é o segundo episódio envolvendo um participante do reality show que se torna alvo de investigação por suposta homofobia. Em 22 de janeiro, Matheus Moreira foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo após imitar, de maneira considerada pejorativa, os trejeitos de um homem gay.

A equipe responsável pela administração das redes sociais de Juliano Floss se manifestou sobre o caso. “Juliano é um homem hétero. O fato de Jonas acreditar que chamá-lo de ‘loirinha’ seja ofensivo diz muito mais sobre quem ofende do que sobre quem é ofendido”, afirmou a equipe do influenciador digital em nota publicada no Instagram. Os perfis digitais de Jonas não tocaram no assunto.

Fonte: O Globo

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