- 25 de maio de 2026
Investigados por golpe do falso advogado são presos pela Polícia Civil do Pará em São Paulo
Três pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira (25) durante a primeira fase da operação “Nêmesis”, deflagrada pela Polícia Civil do Pará para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados por aplicar o golpe do “Falso Advogado”. A ação foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes Contra Direitos Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCDI), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo, onde os alvos estavam residindo. As diligências ocorreram nos municípios de São Vicente, Santos e São Paulo.
“A investigação tem por finalidade o enfrentamento de uma associação criminosa responsável pela prática do denominado golpe do ‘falso advogado’, conduta tipificada no artigo 171, parágrafo 2º-A, bem como pelos crimes de falsa identidade, previsto no artigo 307, e de associação criminosa, tipificado no artigo 288, todos do Código Penal Brasileiro. Durante as diligências, as equipes da DCDI cumpriram três mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, bem como três mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Juízo da Vara de Inquéritos Policiais da Região Metropolitana de Belém”, explicou a delegada Vanessa Lee, titular da DECCC.
As investigações apontam que os suspeitos aplicavam fraudes eletrônicas utilizando indevidamente a identidade visual e dados de escritórios de advocacia para enganar vítimas por meio de aplicativos de mensagens instantâneas.
“Os investigados se passavam por advogados ou representantes de escritórios jurídicos, informando falsamente a liberação de valores judiciais, condicionando o suposto recebimento ao pagamento antecipado de taxas, custas ou tributos inexistentes. No curso das diligências realizadas hoje, nós conseguimos prender os três alvos e realizamos as buscas e apreensões pertinentes nas residências a eles ligadas. Esse golpe tem provocado prejuízos financeiros relevantes para os escritórios e seus clientes”, contou a delegada Jacyara Sarges, titular da DCDI e responsável pela investigação.
Durante a operação, aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica especializada para extração de dados telemáticos, identificação de novas vítimas, análise de movimentações financeiras e eventual identificação de outros integrantes da associação criminosa.
“Nêmesis” faz referência à deusa grega da justiça retributiva e da vingança contra aqueles que agem com fraude e sensação de impunidade, simbolizando a resposta estatal ao avanço dos crimes cibernéticos patrimoniais.
“A Polícia Civil do Estado do Pará reafirma seu compromisso institucional no combate qualificado aos mais diversos crimes, dentre eles os cometidos por meios cibernéticos, especialmente fraudes eletrônicas praticadas mediante engenharia social e utilização indevida de meios digitais, fortalecendo a atuação integrada entre inteligência policial, investigação especializada e cooperação interestadual”, ressaltou o delegado-geral da PCPA, Raimundo Benassuly.
Os investigados foram conduzidos às unidades policiais competentes para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.