• 24 de abril de 2026

CENA PARAENSE

Em Belém, o mercado livreiro mistura perdas e renovação. O fechamento de grandes redes abriu espaço para livrarias independentes e modelos híbridos, que combinam venda de livros, cafés e eventos culturais, com foco em nichos como a literatura amazônica e autores locais. Um termômetro é a Feira Pan-Amazônica do Livro, que reúne cerca de 300 mil visitantes por edição, segundo o governo do Pará. Celebrado ontem, o Dia Mundial do Livro reforça esse fôlego cultural, sustentado por iniciativas locais e engajamento do público.

RETRATO NACIONAL

No Brasil, o setor editorial cresce no curto prazo, mas encolhe no longo. Em 2024, faturou R$ 4,2 bilhões, com alta nominal de 3,7%, mas queda real de 1,1%, segundo a Câmara Brasileira do Livro. A produção somou 44 mil títulos e 366 milhões de exemplares. Ainda assim, o país perdeu 6,7 milhões de leitores, e hoje 53% da população não lê livros. Desde 2006, o mercado editorial encolheu 44% em termos reais, refletindo mudanças de hábito, renda e acesso.

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