• 25 de novembro de 2025

Caso Yasmin Macedo: Lucas Magalhães, acusado da morte da jovem, pode enfrentar o Tribunal do Júri

Reprodução: Redes sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta terça-feira (25), o trânsito em julgado do recurso apresentado por Lucas Magalhães, acusado de envolvimento na morte da influenciadora Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, em dezembro de 2021, e determinou o retorno imediato do processo ao Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). Com isso, o caso segue para a etapa final: o julgamento pelo Tribunal do Júri. A informação foi divulgada pela família da jovem nas redes sociais.

A decisão põe fim à tramitação do processo nas instâncias superiores e mantém integralmente a determinação para que Lucas seja julgado em plenário pelos crimes apontados pelo Ministério Público: homicídio, porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo e fraude processual.

Processo retorna ao Pará após rejeição de recurso

O recurso havia chegado ao STF em 22 de outubro de 2025. Em 5 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido da defesa, o que levou ao trânsito em julgado nesta terça-feira. Com isso, o processo volta à Segunda Vara do Tribunal do Júri da Capital, restando apenas a organização interna e a definição de data para o julgamento.

Yasmin, estudante de medicina veterinária de 21 anos, desapareceu em 12 de dezembro de 2021 durante um passeio de lancha pelo rio Maguari, em Belém, na lancha de Lucas Magalhães e que ele pilotava . O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte, a 11 metros de profundidade.

“Agora é oficial: Lucas vai enfrentar o Tribunal do Júri”, diz família

Em texto publicado nas redes sociais, a mãe da jovem afirmou que a decisão marca o início da justiça após quase quatro anos de sofrimento.

Ela relata meses de luto profundo, tratamentos psiquiátricos, noites sem dormir e crises decorrentes da perda da filha. A mãe denunciou ainda o comportamento do acusado desde o início das investigações:

“Tivemos que ver esse irresponsável fazer deboche, brincar com a cara da Justiça e com a nossa dor. Tive que ouvir que ‘quem tem dinheiro não vai preso’. Isso só me deu forças para acreditar que meu advogado sempre foi Deus.”

Ela também descreveu o impacto emocional devastador da perda:

“Passei meses me alimentando apenas de nescau com pão, pedindo muito para morrer, tentando ir embora. Minha alma foi junto com a Yasmin.”

“Nada fará eu ser feliz novamente, mas a justiça terrena precisa ser feita. Depois de 3 anos e 11 meses, chegou a hora de Lucas responder perante o Tribunal do Júri.”

Agora, com o processo oficialmente encerrado no STF e devolvido ao TJPA, o caso segue para definição de data do julgamento, que ocorrerá em Belém.

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