• 24 de abril de 2026

Caso de choques elétricos contra homem em situação de rua: laudo é concluído e investigação segue em Belém

Divulgação/PCPA

A Polícia Científica do Pará concluiu o laudo pericial da arma de choque usada na agressão contra um homem em situação de rua nas proximidades do Centro Universitário do Estado do Pará, em Belém. O documento foi encaminhado à Polícia Civil do Pará, que segue responsável pela investigação. O conteúdo do laudo ainda não foi divulgado.

A Polícia Científica informou que ainda não recebeu os celulares de dois estudantes apontados como envolvidos no caso. Nenhum dos investigados foi preso até o momento. A apuração continua com coleta de provas e depoimentos.

O caso passou a ser conduzido por uma delegacia ligada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis, em razão da condição social e de saúde da vítima. A medida segue diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. O inquérito tem prazo inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação.

O Centro Universitário do Estado do Pará informou que afastou os alunos envolvidos e instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar para apurar a conduta. Segundo a instituição, não há definição sobre expulsão e o processo segue com prazo para recurso, conforme as normas internas.

A ocorrência foi registrada em 13 de abril, quando uma equipe do 2º Batalhão da Polícia Militar foi acionada para atender um caso de lesão corporal. No local, houve aglomeração de pessoas. Um dos estudantes foi conduzido à Seccional de São Brás com o equipamento apreendido. O caso é acompanhado pelo Ministério Público Federal, pelo Ministério Público do Estado do Pará e pela Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará.

Após a agressão, o homem foi encaminhado ao Espaço Acolher e, posteriormente, internado na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. De acordo com a unidade, o paciente apresenta quadro psiquiátrico estável e está sob acompanhamento especializado. Um laudo médico deve ser enviado à Defensoria Pública do Estado do Pará.

A Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade de uma delegacia ligada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis, devido à condição da vítima. Os depoimentos estão sendo colhidos, o dispositivo elétrico já foi periciado e o laudo foi anexado ao inquérito, que tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado.

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