- 5 de março de 2026
Após ofensas à árbitra, Gustavo Marques, do Bragantino, recebe suspensão e multa
O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo suspendeu o zagueiro Gustavo Marques por 12 jogos pelas declarações machistas contra Daiane Muniz, árbitra da partida entre Bragantino e São Paulo, pelas quartas de final do Campeonato Paulista.
A decisão foi tomada no julgamento da tarde da última quarta-feira (4). Apesar da suspensão, o zagueiro está livre para jogar o Campeonato Brasileiro, já que a punição é válida apenas para o estadual. Além disso, Gustavo foi condenado a pagar uma multa de R$ 30 mil.
Por já ter se manifestado sobre o caso, o Bragantino preferiu não comentar a decisão. As denúncias foram enquadradas nos artigos 243G e 243F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), os quais se referem à prática de atos discriminatórios e ofensas à honra.
CONFIRA A DECLARAÇÃO
“Primeiramente, eu quero falar da arbitragem porque não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho”, disse Gustavo em entrevista à TNT após a partida.
“Era o sonho da gente chegar à semifinal ou até à final, mas ela acabou com o nosso jogo. Eu acho que a Federação Paulista tem que olhar para os jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Todo respeito às mulheres do mundo, eu sou casado, eu tenho minha mãe, então desculpa se estou falando alguma coisa para as mulheres”, disparou.
Após a repercussão da fala machista, o defensor compareceu à zona mista e se desculpou pela declaração. “Quero vir aqui a público para pedir perdão para todas as mulheres pela minha fala. Eu sei que eu sou um ser humano, todo ser humano erra. Naquele momento, eu estava com a cabeça quente, estava nervoso, falei coisa que eu não deveria. Também fui ali na Daiane, pedi perdão para ela. Ela estava com uma assistente, também pedi perdão para ela, porque ela também é mulher. Acho que eu errei de ter falado”, disse.
Gustavo Marques também foi multado em 50% do seu salário pela fala discriminatória e retirado da partida contra o Athletico-PR, no dia 25 de fevereiro, pelo Brasileirão. O valor da multa aplicada ao zagueiro foi revertido para a ONG Rendar, que cuida de mulheres em situação de vulnerabilidade na região bragantina.