• 15 de maio de 2026

Anvisa mantém suspensão da Ypê em decisão unânime

A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta sexta-feira, por unanimidade, negar o recurso da Ypê e manter a decisão do órgão que suspendeu a fabricação, comercialização e distribuição dos produtos da empresa.

O relator do caso, diretor-geral da Agência, Leandro Safatle, votou por manter as proibições devido ao risco sanitário que os fiscais da agência encontraram na fábrica da empresa. A decisão foi acompanhada pelos demais diretores, Daniela Marreco, Marcelo Mario, Daniel Meirelles, e Thiago Lopes.

— Nos achados da inspeção conclui-se haver deficiências sistêmicas nas boas práticas de fabricação, o risco é grave diante da constatação de que lotes contaminados não foram claramente identificados. Isso demonstra que o sistema, além de não prevenir a contaminação, falhou após detectá-lo, não identificando e tratando adequadamente. Portanto há o risco potencial de produtos contaminados serem comercializados — afirmou Safatle.

A Ypê teve 25 produtos, das linhas de detergentes, sabão em pó e desinfetante, suspensos pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária de São Paulo na semana passada. A agência também havia determinado o recolhimento de lotes das fábricas.

Nesta sexta o relator acolheu o pedido pela suspensão da medida. Na prática, a empresa não precisa fazer o recolhimento agora, mas vai ter que apresentar um plano para isso. O diretor destacou diálogo com a Ypê para a decisão.

— Fica evidente a convergência de interesses entre poder público e empresa, promover os ajustes necessários, corrigir falhas identificadas, e assegurar a sociedade a disponibilização de produtos que atendam ao requisito de qualidade e segurança. Esse processo exige uma atuação firme, mas também equilibrada e responsável — disse o relator na reunião desta sexta.

A decisão vale para todos os lotes de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com numeração final 1.

A reunião desta sexta avaliou o recurso a medida cautelar adotada pela Anvisa e recorrida pela empresa. A Agência ainda precisa concluir e julgar um processo administrativo sanitário aberto para investigar o caso, que pode levar à sanções.

Representantes da empresa se reuniram ontem com membros da Anvisa. Segundo a Anvisa, a empresa apresentou as ações em andamento para a correção das linhas de fabricação dos produtos. “De acordo com a empresa, desde a publicação da Resolução Anvisa 1.834/2026, na última quinta-feira (7/5), as equipes da fábrica de Amparo (SP) intensificaram o trabalho para atender a 239 ações corretivas elencadas pela Ypê, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária”, diz a agência em nota.

A empresa entrou com recurso contra a medida, o que suspendeu os efeitos da decisão até avaliação do colegiado, que estava marcada para hoje. Ainda assim, a Ypê preferiu interromper a produção na unidade de Amparo (SP) para acelerar o cumprimento das medidas exigidas pelas autoridades sanitárias.

Representantes da empresa se reuniram ontem com membros da Anvisa. Segundo a Anvisa, a empresa apresentou as ações em andamento para a correção das linhas de fabricação dos produtos.

“De acordo com a empresa, desde a publicação da Resolução Anvisa 1.834/2026, na última quinta-feira (7/5), as equipes da fábrica de Amparo (SP) intensificaram o trabalho para atender a 239 ações corretivas elencadas pela Ypê, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária”, diz a agência em nota.

Em comunicado, a Ypê informou que está em colaboração máxima com a Anvisa na busca por uma solução definitiva para a situação. A empresa confirmou ter apresentado uma atualização do plano de ação com a evolução de seu processo fabril na reunião de ontem com a agência.

“A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor”, disse a Ypê, acrescentando que, por essa razão, solicitou à Diretoria Colegiada da Anvisa “a manutenção dos efeitos do recurso que suspendeu a RE 1.834/2026, até que seja concluída a apresentação da documentação ao órgão regulador”.

Fonte: O Globo.

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