• 20 de agosto de 2025

Aeroporto paraense está na mira de investimentos federais, e não é o de Belém

Reprodução: redes sociais

Pelo menos 12 dos 19 aeroportos listados pelo Ministério dos Portos e Aeroportos para participação no Programa AmpliAR não têm voos regulares, o que dificulta a iniciativa. Um dos aeroportos mais movimentados do Pará não está na lista porque já recebe investimentos par sua ampliação para a COP30, o de Belém. O escolhido pelo governo federal n estado foi o de Itaituba. 

O programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais (AmpliAR) é uma iniciativa do governo federal para incentivar e ampliar a infraestrutura aeroportuária em regiões com baixa conectividade aérea – o que, evidentemente, inclui o estado do Pará. Na primeira fase, o foco s]ao os estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, além de partes dos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

A ideia é atrair investimentos privados para que essas empresas assumam a gestão de aeroportos regionais deficitários, que tem pouco ou nenhum tráfego. Nos sete aeroportos dessa primeira fase do AmpliAR em que há operação de voos identificada, seis são atendidos somente pela Azul. São os casos de Itaituba (PA), Parintins (AM), Guanambi (BA), Araripina (PE), Garanhuns (PE) e de Lençóis (BA). Somente o de Jericoacoara (CE), forte no turismo, é atendida também por Gol e Latam.

Os casos dos aeroportos que não têm registro de movimentação de passageiros nos últimos dez anos são de Itacoatiara (AM) e Tarauacá (AC). O primeiro, por sua vez, vai demandar o maior capex da lista dos 19 aeroportos: R$ 126,9 milhões. Itacoatiara fica na região metropolitana de Manaus e é a segunda cidade mais populosa do Amazonas, com 112 mil habitantes.

A sessão pública de leilão está prevista para ocorrer até 24 de novembro, de acordo com o edital para a transferência desses 19 aeroportos, publicado na quarta-feira (6) pelo MPor. “As atuais concessionárias de aeroportos poderão disputar pelos ativos e as vencedoras terão direito a um reequilíbrio de suas concessões que será avaliado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O critério do certame será o desconto que essas empresas vão oferecer no valor de reequilíbrio ao qual terão direito”, informa a Agência Infra. O maior problema são as incertezas sobre a demanda, a oferta de voos e o tamanho do investimento que precisará ser feito pelos interessados.

Outra preocupação das concessionárias é a capacidade de cumprir as obrigações contratuais previstas para os terminais regionais a um custo menor que o benefício que conseguirão no reequilíbrio. “Para tornar o negócio mais atrativo e reduzir preocupações sobre estimativas de investimento, o governo adotou um multiplicador de 1,6 ou 1,8 ao capex de adequação dos aeroportos. Mesmo assim, a viabilidade de alguns ativos continua incerta”, revela a Infra.

Um dos aeroportos da lista já foi considerado o de maior movimento no Brasil, o de Itaituba. Na década de 1980, durante o auge da atividade garimpeira na região do Tapajós, o aeroporto de Itaituba chegou a registrar um movimento de cerca de 400 pousos e decolagens por dia, sendo considerado o terceiro aeródromo mais movimentado do mundo na época.  também um dos mais perigosos.

Atualmente, o aeroporto de Itaituba não se destaca entre os mais movimentados do Brasil. Os aeroportos com maior fluxo de passageiros e aeronaves no país são, principalmente, os aeroportos de São Paulo (Guarulhos e Congonhas), Brasília e Rio de Janeiro (Galeão). 

Aeroporto de Belém: COP30

Já o Aeroporto Internacional de Belém está passando por um processo de revitalização e expansão para a COP30, com foco em melhorias na infraestrutura e aumento da capacidade de atendimento. A área de embarque será ampliada, segundo o site oficial, a área de embarque do terminal será ampliada de 1.500 m² para 4.300 m² – quase triplicando de tamanho, quase triplicada.

O saguão principal ganhará novos mezaninos e o piso térreo terá 3.300 m² com praça de alimentação, elevando conforto e fluxo de passageiros. E não só isso, a modernização dos sistemas de climatização e iluminação, além de fornecer abastecimento elétrico 100% por fontes renováveis, iluminação LED e sistemas de segurança aprimorados.

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