- 22 de maio de 2026
Daniel Vorcaro eleva proposta para devolver R$ 60 bilhões em negociação de delação com a PGR
O banqueiro Daniel Vorcaro aumentou de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões a proposta de devolução de recursos em meio às negociações de um possível acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, a defesa do empresário tenta manter abertas as tratativas após a Polícia Federal rejeitar a primeira proposta de colaboração apresentada no caso envolvendo o Banco Master.
A avaliação da PF foi de que o material entregue por Vorcaro continha omissões, falta de informações consideradas relevantes e dados já conhecidos pelos investigadores. A corporação informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não concordou com os termos iniciais da delação.
PGR mantém negociações após rejeição da PF
Apesar da posição da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República decidiu continuar as conversas com a defesa de Vorcaro. A equipe do procurador-geral Paulo Gonet indicou que uma nova proposta precisará ser apresentada com complementação de informações e revisão do roteiro da colaboração.
A legislação permite que acordos de colaboração premiada sejam firmados diretamente pela PGR, mesmo sem participação da Polícia Federal, desde que haja posterior homologação do Supremo Tribunal Federal.
O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF. Segundo relatos publicados pela imprensa, o magistrado já sinalizou que não homologará eventual acordo caso identifique lacunas ou omissões nas informações apresentadas.
Investigadores cobram devolução maior e prazo menor
De acordo com as apurações, a primeira proposta apresentada por Vorcaro previa devolução de aproximadamente R$ 40 bilhões ao longo de dez anos. O valor e o prazo não foram aceitos por investigadores da PF, integrantes da PGR e ministros do STF.
Agora, interlocutores do caso afirmam que as autoridades esperam uma proposta de ressarcimento próxima de R$ 60 bilhões e com prazo reduzido para pagamento.
FGC e BRB acompanham disputa sobre recursos
Caso o acordo avance, a definição sobre o destino dos recursos devolvidos ficará sob responsabilidade do STF, da PGR e da Polícia Federal.
Entre os interessados na recuperação dos valores está o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores afetados pela crise do Banco Master. O Banco de Brasília (BRB), que manteve negociações com a instituição antes do colapso financeiro, também acompanha o processo.
Daniel Vorcaro está preso desde março de 2026 por decisão do ministro André Mendonça e segue negociando possível acordo de colaboração premiada.