- 23 de abril de 2026
Lula diz que dará maracujá e jabuticaba de presente para acalmar Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que dará jabuticaba e maracujá de presente para acalmar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
— Não existe nada que a gente não possa plantar em qualquer lugar do Brasil — disse o presidente.
Durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, realizada na sede da Embrapa em Planaltina, no Distrito Federal, Lula falava sobre como as frutas brasileiras podem ser plantadas em ouros lugares do mundo. Nesse momento, afirmou que pretendia presentear Trump e o presidente da China, Xi Jinping, com pés de frutas do país
— Quando viajar, vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping. Vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá — afirmou Lula.
Em outro momento, ao comentar as iniciativas da Embrapa para ajudar na produção agrícola dos países da África, Lula provocou o presidente dos EUA:
— Enquanto o Trump quer fazer guerra, nós queremos ensinar o povo africano a fazer paz produzindo alimentos.
No fim de semana, em Portugal, onde foi recebido pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, Lula havia ironizado Trump.
— Todos os dias vemos declarações, não sei de brincadeira ou não, que Trump acabou com oito guerras e não ganhou o Prêmio Nobel. Melhor dar logo o prêmio para ele para não vivermos em guerra, para a gente viver tranquilamente — disse Lula.
A declaração ao lado de Montenegro aconteceu no momento em que Lula defendia a alteração no estatuto do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
— Estamos em uma jornada para fazer mudanças no Conselho de Segurança da ONU, em seu estatuto, para recuperar o sentido de existência para qual foi criada em 1945. Não é possível que não tenha uma instituição para acabar com a quantidade de guerra no mundo. Temos hoje a maior quantidade de conflitos simultaneos desde a Segunda Guerra — disse Lula.
No evento desta quinta-feira, o presidente também criticou de forma indireta os seus advesários na disputa eleitoral de outubro.
— Está cheio de gente que quer adminsitrar este país e não tem a menor noção do que é administrar — afirmou, sem citar os nomes dos rivais.
Lula, que pelas pesquisas deve ter como seu principal adversário o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ainda revelou que, quando a campanha eleitoral começar, pretende ser mais duros nos ataques.
— Tem gente que, se você pegar o currículo, não tem uma coisa que preste. Mas não vou dizer nada agora porque ainda não tem campanha eleitoral. Quando tiver, essas verdades vão ser mais contundentes, e a gente vai poder deixar os mentirosos nus na frente das câmeras.