• 22 de março de 2026

Capivara agredida na Ilha passa bem, mas próximas horas serão decisivas; oito foram presos

A capivara atacada brutalmente na madrugada de sábado (21), na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, segue internada em estado de observação, mas apresenta sinais de melhora após atendimento veterinário. O animal foi levado ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Estácio Vargem Pequena, onde recebeu diagnóstico de traumatismo craniano.

De acordo com o veterinário Jeferson Pires, responsável pelo caso, a capivara chegou em estado grave, com lesões na cabeça e no dorso, sangramento nasal, edema nos olhos e sinais neurológicos, como nistagmo, movimento involuntário dos olhos que indica dano cerebral. Apesar da evolução clínica, o animal ainda corre risco de morte e pode perder a visão de um dos olhos.

Seis homens foram presos e dois adolescentes apreendidos pela 37 Delegacia de Policia do Rio de Janeiro, responsável pela investigação. O ataque foi registrado por câmeras de segurança e também contou com apoio do sistema Civitas, que auxiliou na identificação dos envolvidos.

As imagens mostram o momento em que o animal caminhava pela rua durante a madrugada, quando foi perseguido por um grupo armado com barras de ferro e pedaços de madeira. A capivara tentou fugir, mas foi cercada e agredida repetidamente.

Segundo avaliação veterinária, o animal, um macho adulto com cerca de 65 quilos, porte máximo da espécie, possivelmente era líder de um grupo na região. Após ser sedado, passou a apresentar melhora progressiva e já responde a estímulos, permanecendo de pé e mais alerta.

Além do traumatismo, os especialistas monitoram o risco de miopatia de captura, condição que pode surgir dias após o estresse extremo. Um prognóstico mais preciso deve ser definido entre 10 e 15 dias.

A polícia informou que os suspeitos poderão responder por crimes como maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Para o delegado responsável pelo caso, o ataque foi um ato de extrema crueldade, já que o animal não representava ameaça e foi agredido de forma deliberada.

Com informações de O Globo.

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