• 21 de março de 2026

Trump diz que os EUA estão considerando encerrar as operações militares no Irã

Doug Mills/The New York Times via O Globo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que está considerando “encerrar” as operações militares contra o Irã e que o Estreito de Ormuz precisaria ser “protegido e policiado” por outros países que utilizam essa importante via navegável. O mandatário também disse mais cedo que não está interessado em um cessar-fogo, alegando que a guerra “já está ganha”, mesmo enquanto autoridades americanas diziam estar intensificando os ataques aéreos contra drones e navios iranianos em um esforço para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Estamos muito perto de atingir nossos objetivos militares, enquanto consideramos encerrar nossos grandes esforços no Oriente Médio em relação ao regime terrorista do Irã”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. “O Estreito de Ormuz terá de ser vigiado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam — os Estados Unidos não o fazem!.”

Mais cedo, ele descartou um acordo de cessar-fogo com o Irã, argumentando que Washington tem a vantagem na guerra.

— Não quero um cessar-fogo — disse Trump a repórteres no gramado da Casa Branca. — Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o outro lado.

O presidente afirmou também que o objetivo dos Estados Unidos, assim como o de Israel, era a “vitória”, e acrescentou, em relação ao Irã:

— Estamos os atingindo com muita força. Não acho que seja possível sofrer golpes mais duros.

À medida que a guerra entre EUA e Israel contra o Irã se aproxima da marca de três semanas, os comandantes americanos ainda tentam eliminar a capacidade do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz, a passagem crucial de entrada e saída do Golfo Pérsico. O país tem usado uma combinação letal de minas, mísseis e drones armados — ou a ameaça de usá-los — para praticamente paralisar a navegação pelo estreito, por onde passa grande parte do petróleo e gás natural do mundo.

O Irã continua a atacar seus vizinhos do Golfo Pérsico, abalando o fornecimento mundial de energia e a economia global.

O preço do petróleo subiu novamente nesta sexta-feira, com o barril de referência global fechando o dia em torno de US$ 112 (R$ 595), uma alta de mais de 50% desde o início da guerra. O índice S&P 500 caiu cerca de 1,5%, registrando perdas pela quarta semana consecutiva.

Mensagens contraditórias

Nos últimos dias, o presidente dos EUA fez inúmeras declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito, ora prometendo um fim muito próximo, ora estimando que os militares americanos não tinham pressa em concluí-lo. Os últimos indícios não apontam para uma conclusão rápida.

O Exército dos EUA irá, de fato, enviar tropas adicionais para o Oriente Médio, pertencentes ao Corpo de Fuzileiros Navais, informou a mídia americana nesta sexta-feira, o que pode prenunciar uma possível operação terrestre.

A mídia americana já havia anunciado na semana passada outro destacamento para o Oriente Médio, com três navios e 2.500 fuzileiros navais vindos do Japão. O jornal americano Washington Post também noticiou na quarta-feira que o Pentágono queria solicitar, por meio da Casa Branca, mais de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,04 trilhão) do Congresso para financiar a guerra no Irã.

Essas notícias surgem em um momento em que, segundo o site americano Axios, o presidente Trump e seu governo estão considerando tomar a Ilha de Khark, de onde se originam cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, a fim de forçar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, uma missão que poderia ser confiada aos fuzileiros navais.

Em uma postagem matinal nas redes sociais, Trump atacou mais uma vez os aliados da Otan por não se juntarem à luta contra o Irã, nem atenderem ao seu apelo para enviar navios de guerra para escoltar a navegação pelo Estreito de Ormuz. “COVARDES, e nós nos LEMBRAREMOS!”, escreveu ele.

Trump disse no início desta semana que os Estados Unidos não precisavam de ajuda estrangeira para desobstruir o estreito e que a havia solicitado apenas para testar a lealdade dos aliados americanos. Mas na sexta-feira, ele afirmou: “É preciso muita ajuda, no sentido de que é preciso navios, é preciso volume”.

Redação Cidade 091 com informações de O Globo.

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