• 25 de fevereiro de 2026

COBRE VERDE

A Vale S.A. anunciou, com pompa e PowerPoint, que vai despejar US$ 3,5 bilhões em projetos de cobre na região de Carajás, no Pará, entre 2026 e 2030. É o “cobre verde”, aquele que promete salvar o planeta enquanto turbina a transição energética global. A cifra é de fazer qualquer árvore bater palmas: US$ 300 milhões aqui, US$ 400 milhões ali, US$ 800 milhões acolá. Uma escalada de zeros digna de manchete internacional.

PERFUME BARATO

O problema é que, no chão vermelho de Carajás, o verde não é exatamente a cor predominante. Para ambientalistas e lideranças indígenas, o anúncio soa como propaganda de perfume borrifado sobre minério bruto. No rastro da expansão, acumulam-se denúncias de conflitos socioambientais, processos judiciais e a velha pergunta: sustentável para quem? No centro da controvérsia está uma ação civil pública do Ministério Público Federal que acusa a mineradora, junto com entes públicos, de contaminação por metais pesados no organismo de integrantes do povo Xikrin do Cateté.

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