• 28 de janeiro de 2026

Ato por justiça após morte do cão Orelha mobiliza protetores de animais em Belém

A morte brutal do cãozinho Orelha, vítima de um ato de extrema crueldade cometido por adolescentes em uma praia de Florianópolis, gerou comoção nacional e revolta entre defensores da causa animal. Como resposta, tutores e protetores organizam um ato público por justiça neste domingo, 1º de fevereiro, em diversas cidades do país, incluindo Belém.

Na capital paraense, a mobilização acontece a partir das 9h, na Praça da República, com concentração em frente ao Theatro da Paz. O objetivo é cobrar punição exemplar para crimes de maus-tratos e reforçar a necessidade de leis mais rígidas de proteção aos animais.

O evento é coordenado por Kellyson Miranda, ativista da causa pet há mais de sete anos, reconhecido por ações de mobilização social e arrecadação de doações para abrigos. Ao longo de sua trajetória, ele já contribuiu com a arrecadação de *mais de cinco toneladas de ração e suprimentos destinados à proteção animal.

“Domingo não é só pelo Orelha. É por todos os animais que sofreram violência e não tiveram voz nem defesa”, afirmou Kellyson. Segundo ele, o caso funcionou como um estopim para ampliar o debate sobre maus-tratos. “Quando um animal passa pelo que o Orelha passou, não é só um crime isolado. É uma falha da sociedade inteira”, declarou.

A manifestação também marca o início de uma série de ações voltadas à *conscientização da população, ao incentivo à adoção responsável e ao fortalecimento da rede de proteção animal. “A crueldade não pode virar rotina, nem ser tratada com silêncio. Justiça não é favor, é direito”, reforçou o coordenador.

Os organizadores pedem que os participantes compareçam de forma pacífica e levem cartazes, transformando a indignação em um ato de respeito e luta. “Nosso objetivo é mostrar que os animais não estão sozinhos e que a sociedade exige mais rigor contra quem pratica esse tipo de atrocidade”, concluiu Kellyson Miranda.

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