- 26 de janeiro de 2026
Moradores do Conjunto Satélite se mobilizam contra invasão em área de mata na avenida Mário Covas, em Belém
Moradores do Conjunto Satélite se mobilizaram contra a ocupação irregular de uma área de mata nativa localizada na Avenida Mário Covas, em frente ao conjunto. A área, classificada como de preservação ambiental, foi invadida entre a noite de sexta-feira (24) e a madrugada de sábado (25), preocupando a comunidade que vem se mobilizando para preservar o local e o meio ambiente invadido.
A área verde é fundamental para o equilíbrio ambiental da região: “O terreno abriga árvores centenárias, tucanos, diversos pássaros e é fundamental para o clima e para o abastecimento de água local. A comunidade não é contra a moradia, mas defende que a preservação ambiental deve ser prioridade. A proposta é transformar esse espaço em um Parque Ambiental para todos”, afirmam os manifestantes.
Segundo relatos da comunidade, várias pessoas passaram a ocupar o interior da mata nos últimos dias, com indícios de desmatamento já visíveis. Diante da situação, os moradores acionaram a Polícia Militar no sábado (24) e novamente no domingo (25), além de comunicarem o Ministério Público Federal (MPF), que prestou apoio às denúncias.
Durante a mobilização organizada pelos moradores, que contou com a presença da imprensa, agentes da Polícia Federal estiveram no local. Conforme informado à comunidade, haveria uma lista com cerca de 200 pessoas supostamente cadastradas para ocupar a área, além de trechos já desmatados. A PF informou que vai elaborar um relatório técnico para encaminhamento aos órgãos competentes.
A ocupação tem causado apreensão entre os moradores do Conjunto Satélite, que estão preocupados com os danos ao meio ambiente e a perda da vegetação nativa, prejuízos à fauna local e aumento do risco de alagamentos. A área funciona como um importante corredor ecológico e contribui para a drenagem natural das águas da região.
De acordo com os denunciantes, os responsáveis pela invasão alegam possuir anuência da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e que a área estaria destinada ao programa Minha Casa Minha Vida. No entanto, os moradores cobram a apresentação de documentos oficiais e estudos ambientais que comprovem a viabilidade de qualquer intervenção no local.
Os moradores reforçaram a mobilização e todas as ocorrências estão sendo registradas e denunciadas às autoridades. “Não iremos nos calar, não iremos deixar destruir a nossa mata. Queremos nossa floresta em pé, queremos nosso Parque Ambiental. O parque é patrimônio ambiental e da população”, afirmam.