• 24 de janeiro de 2026

Após decisão de Moraes, Nikolas Ferreira diz que ato em Brasília não será perto da ‘Papudinha’, onde está Bolsonaro

Reprodução / Redes Sociais | Fellipe Sampaio /STF

Após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a detenção de pessoas concentradas nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira afirmou que a medida não interfere no ato previsto para este domingo (25). A autorização foi assinada na sexta-feira (23) e inclui áreas próximas ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde está custodiado o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o parlamentar, a determinação judicial tem como alvo apenas eventuais acampamentos montados nas imediações do complexo penitenciário. Ele destacou que a mobilização iniciada na segunda-feira (19) ocorre dentro dos limites legais e segue parâmetros previamente definidos. “É pacífica e ordeira, não passará pelas intermediações da Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios, muito menos em locais militares”, afirmou.

Nikolas Ferreira também ressaltou que a concentração dos participantes está marcada para a Praça do Cruzeiro, na capital federal. De acordo com ele, o planejamento do ato foi discutido antecipadamente com órgãos de segurança do Distrito Federal, com a Polícia Rodoviária Federal e com representantes do próprio Supremo Tribunal Federal, durante uma reunião realizada na quinta-feira (22).

Na decisão que motivou o debate, Alexandre de Moraes pontua que o direito à manifestação não pode ser usado como justificativa para a recriação de estruturas semelhantes aos acampamentos montados em frente a quartéis do Exército no fim de 2022, após o resultado das eleições presidenciais. À época, grupos questionavam o processo eleitoral e defendiam medidas de ruptura institucional, com destaque para a ocupação instalada em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

O ministro acolheu pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República, que solicitou a retirada imediata de pessoas que estejam em frente ou nas proximidades da Papuda. O objetivo, segundo o órgão, é assegurar o funcionamento regular do sistema prisional e evitar bloqueios que prejudiquem a circulação de pessoas e serviços essenciais.

Para a PGR, a iniciativa busca preservar os limites legais do direito à livre manifestação, impedindo que a liberdade de expressão seja utilizada de forma a causar instabilidade, riscos à segurança ou danos à ordem pública. “Nesses termos, é necessária a adoção de providências cabíveis seja exigidas imediatamente, de modo a evitar danos irreparáveis à sociedade e ao pleno funcionamento das instituições democráticas”, afirma o órgão.

O Supremo também endossou a possibilidade de prisões em flagrante caso haja descumprimento da determinação, especialmente se manifestantes insistirem em permanecer no local após serem informados da ilegalidade da conduta. Além disso, foi recomendada a intensificação do policiamento e a proibição de novas aglomerações nas áreas próximas ao complexo penitenciário.

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