• 28 de dezembro de 2025

Calor do cão: confira 10 dicas para refrescar os pets em dias quentes

(EBC / Ag. Brasil)

Nesta semana, diversas cidades do país enfrentam as altas temperaturas. Segundo a revista Lancet, o calor é um dos grandes problemas de saúde pública da década no planeta. Morrer de calor não é figura de linguagem: é um risco real, alertam cientistas. E não o risco não é só para humanos. Muitos minimizam os danos que o sol forte e abafado pode causar nos pets.

Sem os cuidados certos, cães e gatos podem sofrer com desidratação, isquemia e problemas no coração com altas temperaturas. Ambos, diferentemente dos humanos e de outros animais, como os cavalos, não possuem glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo e não conseguem controlar a temperatura corporal por meio do suor. Eles usam, em contrapartida, as patas e a respiração para regular a temperatura e resfriar o corpo.

“Por este motivo os cães e gatos tendem a ficar mais quietos e letárgicos no calor. Parece que eles estão descansando ou ficam um pouco mais moles. Na verdade, eles estão fazendo essa termorregulação para chegar na homeostase, ou seja, quando o corpo entra em equilíbrio de temperatura. Porém, essa ação gasta muita energia e eles se cansam muito mais fácil no calor”, explica a veterinária de São Paulo, Beatriz Queiroz Muniz.

Os gatos costumam lamber os pelos para se refrescar com a saliva. Por esses animais conseguirem superaquecer mais rápido e facilmente que os humanos, eles podem enfrentar a hipertermia, que é justamente esse aquecimento corporal pela falta da regularização da temperatura, podendo ser fatal para os bichos.

“Entre os principais sintomas e sinais de alerta que os animais podem apresentar e que devemos ficar atentos são o estado de letargia, sonolência, respiração ofegante e excessiva, tremores, salivação, inquietação e falta de apetite. Sintomas mais graves como diarreia e vômito, gengivas e línguas arroxeadas e perda de coordenação motora podem ocorrer”, afirma Marina Ferreira, veterinária de São Paulo e proprietária de um pet shop na capital paulista.

Cães e gatos também podem sofrer por desidratação por perda rápida de líquidos e falta de reposição, insolação por exposição ao sol sem proteção e acesso à sombra e queimaduras nas patas, decorrentes do contato com superfícies quentes e até mesmo problemas neurológicos, como convulsões. No calor, os animais também podem apresentar vasodilatação, ou seja, quando há o aumento do fluxo sanguíneo.

Como aliviar o calor?

O médico veterinário Alexandre Pina, especialista em virologia e professor da Universidade Unigranrio de Duque de Caxias, afirma que o ideal é manter o animal dentro de casa ou em um lugar sombreado e com o chão mais fresco.

“Deve-se trocar de duas a três vezes por dia a vasilha de água para ter um líquido mais fresco e frio. Também é importante evitar passeios em horários em que o sol esteja mais forte, ou seja no final da manhã até umas 16 horas. Prefira sempre sair no começo da manhã ou à noite”, afirma Pina.

Mais de 80% dos donos de cães relatam treinar seus cães com menos vigor, ou por períodos mais curtos, durante o tempo quente. Isso pode ajudar a evitar doenças relacionadas ao calor. Também é importante não deixar alimentos durante o dia nos comedouros para evitar fermentações ou deterioração, o que causa intoxicações nos animais. Em dias quentes, deve-se fornecer comida apenas nos horários que os animais estão habituados.

O ventilador é indicado. Mas nem todos gostam do vento do aparelho, alguns se sentem incomodados. É só observar. Se eles rejeitarem, vão se afastar. Não insista. O ideal é o ventilador não ficar voltado direto para o pet. Coloque- em um local mais alto ou no modo giratório.

Os animais costumam gostar de locais com ar-condicionado, mas é preciso sair ao ambiente algumas vezes. Estimule brincadeiras com água desde cedo. Se isso não foi feito na infância, eles podem resistir um pouco na fase adulta. O gelo na tigela é uma boa opção, melhor do que colocar a pedra diretamente em contato com a boca do seu bichinho.

Com a explosão do mercado pet, também é possível comprar sorvetes especializados para cães ou congelar sachês de comida para eles comerem lambendo aos poucos e se refrescando e dar algumas frutas congeladas. Porém, vale lembrar, que para isso é preciso da orientação de um médico veterinário para saber quais frutas são benéficas e quais são tóxicas para seu animal.

“Fazer uso de protetores solares, principalmente nos animais de pelagem claras, para proteger contra os raios UV e aplicar nas áreas mais expostas do corpo e sem pelagem, como focinhos, patas, bordas das orelhas, axilas e abdômen. Existem diferentes marcas no mercado pet hoje e muito eficazes. Há também opções de tapetes gelados ou até mesmo umedecer toalhas e colocar em locais que o animal goste de deitar”, diz Ferreira.

Confira as 10 dicas para manter seu pet refrescado:

  1. Garanta água fresca o dia todo
    Troque a água da vasilha de duas a três vezes ao dia para manter o líquido sempre fresco e estimular a hidratação.
  2. Evite passeios nos horários mais quentes
    Prefira sair no início da manhã ou à noite. Entre o fim da manhã e as 16h, o sol e o asfalto podem causar queimaduras nas patas e hipertermia.
  3. Mantenha o pet em locais frescos e sombreados
    Deixe o animal dentro de casa ou em áreas com sombra e piso mais frio, longe da exposição direta ao sol.
  4. Use ventilador ou ar-condicionado com cuidado
    O ventilador pode ajudar, desde que não fique apontado diretamente para o pet. Observe se o animal se sente confortável e respeite os limites.
  5. Reduza atividades físicas intensas
    Brincadeiras e treinos devem ser mais leves e curtos em dias quentes para evitar o desgaste excessivo e problemas relacionados ao calor.
  6. Estimule o contato com água
    Banhos refrescantes, brincadeiras com água ou apenas molhar levemente as patas e o corpo ajudam a baixar a temperatura corporal.
  7. Ofereça gelo de forma segura
    Colocar pedras de gelo na tigela de água é melhor do que oferecer diretamente na boca do animal.
  8. Aposte em alimentos refrescantes próprios para pets
    Sorvetes específicos para cães, sachês congelados ou frutas congeladas podem ajudar, desde que sejam liberados por um médico veterinário.
  9. Evite deixar ração exposta por muito tempo
    No calor, os alimentos podem fermentar ou estragar mais rápido, causando intoxicação. Ofereça a comida apenas nos horários habituais.
  10. Proteja a pele do animal
    Use protetor solar veterinário, especialmente em pets de pelagem clara, e considere tapetes gelados ou toalhas úmidas nos locais onde eles costumam deitar.

Redação Cidade 091 com informações de O Globo.

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