- 9 de dezembro de 2025
Após visita a Bolsonaro, Flávio diz que candidatura à presidência é “irreversível”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, em reunião com os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira (PI), na noite desta segunda-feira, os dirigentes partidários colocaram dúvidas sobre a capacidade de “tração” da sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2026. Ele argumentou, porém, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçou nesta quarta-feira (9) que sua entrada na disputa eleitoral é “irreversível”.
O parlamentar negou mal-estar com aliados do Centrão, devido ao fato de o anúncio da sua pré-candidatura ter sido feito sem aviso prévio a essas lideranças políticas e reforçou que dependerá do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para que seu nome tenha sucesso nas urnas.
“Sobre a reunião de ontem, foi positiva. Minha relação com Ciro, Rueda e outros nomes é muito boa. Eles se preocuparam com o meu nome, com base em pesquisas, de eu não tracionar. Meu nome está tracionado. Reforcei a eles que minha candidatura é irreversível, apresentei novos números de pesquisas, e ouvi a mesma mensagem do meu pai, Jair Bolsonaro (PL), na visita de hoje: é um movimento irreversível”, disse Flávio após visitar o pai, que está preso na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília.
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O senador disse que o projeto só irá à frente com a ajuda de dois aliados: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que era tido como favorito para representar Bolsonaro nas eleições do ano que vem, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com quem protagonizou embates públicos na última semana.
“Para mim, é mais do que importante termos um Tarcísio forte em São Paulo, estaremos mais juntos do que nunca nessa campanha. Dependemos um do outro. O meu pai pediu para agradecer, em seu nome e publicamente, às manifestações favoráveis dele. Conversei com a Michele e preciso dela com o público feminino e evangélico. Não ficaremos desunidos. Meu pai está até mais disposto e sem soluços, ele ficou muito feliz ao saber que a nossa militância está em ebulição e agora tem um norte com o sobrenome Bolsonaro”, afirmou.
Flávio disse ter “se tratado de uma confusão”, a fala do último domingo, quando disse que a retirada do seu nome do páreo “tinha um preço”. Na ocasião, o senador indicou que o preço a ser pago seria a aprovação da anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado, o que livraria Jair Bolsonaro. O ex-presidente está preso em Brasília após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista.
“Foi um mal entendido. Eu quis dizer que meu preço era Jair Bolsonaro livre e nas urnas. Ou seja: não tem preço”, retificou.
Redação Cidade 091 com informações de O Globo.