- 1 de dezembro de 2025
Mulher atropelada e arrastada por mais de 1 km em SP teve pernas amputadas
Uma mulher de 31 anos ficou gravemente ferida após ser atropelada e arrastada por mais de 1 km na Zona Norte de São Paulo no sábado (29). O suspeito, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no domingo (30) após trocar tiros com policiais da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (CERCO). A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio.
Segundo a polícia, a vítima, Taynara Souza Santos, foi atingida por um carro e arrastada até a Marginal Tietê depois de deixar um bar no Parque Novo Mundo, por volta das 6h. As imagens do momento em que ela é arrastada foram entregues às autoridades.
Devido à gravidade das lesões, Taynara passou por cirurgias e teve as pernas amputadas. Ela segue internada no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na Vila Maria.
Relatos de testemunhas apontam que o atropelamento ocorreu após uma discussão entre Taynara e o agressor. Um funcionário do bar afirmou ter visto Douglas acelerar na direção da vítima e, após atropelá-la, puxar o freio de mão para aumentar o atrito do veículo sobre o corpo dela. Testemunhas afirmam que ele teria agido por ciúmes ao vê-la conversando com outro homem no estabelecimento. A mãe da vítima disse que Taynara não tinha um relacionamento sério com o suspeito, e a Polícia Civil ainda apura a natureza da relação entre os dois.
Taynara havia passado a madrugada no Bar do Tubarão, na Rua Tenente Amaro Felicíssimo, acompanhada de uma amiga. A amiga contou que se ausentou por alguns minutos e só foi informada do atropelamento por volta das 6h30.

Douglas foi localizado na noite de domingo (30) em um hotel na Vila Prudente, Zona Leste. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele tentou fugir e trocou tiros com os agentes, sendo atingido no braço. Após atendimento médico, deve ser encaminhado ao 13º Distrito Policial (Casa Verde). A SSP informou que mais detalhes serão divulgados após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária.
A Polícia Civil trata o caso como tentativa de feminicídio motivada por extrema crueldade, classificação aplicada quando a violência ocorre por razões de gênero, geralmente associada a ciúmes, controle ou menosprezo à condição feminina.