- 12 de novembro de 2025
UNICEF anuncia jovem paraense como novo ativista global durante COP30
Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou a nomeação de João Victor da Costa da Silva, conhecido como João do Clima, de 16 anos, morador da Ilha de Caratateua, em Outeiro, Distrito de Belém, como novo integrante da rede global de jovens ativistas da organização.
O anúncio foi feito durante uma roda de conversa com adolescentes e jovens promovida no Pavilhão da ONU, na chamada zona azul da COP30. Com a escolha de João, o Brasil passa a contar com quatro representantes na iniciativa, que mobiliza adolescentes e jovens em defesa dos direitos humanos, da infância e da ação climática.
O encontro contou com a presença de 18 adolescentes convidados pelo UNICEF para participar da conferência, além da diretora executiva adjunta do UNICEF, Kitty van der Heijden; do representante da organização no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman; da chefe de Comunicação, Sonia Yeo; e da oficial de Participação e Desenvolvimento de Adolescentes, Luiza Leitão. Jovens do Uruguai e do México também participaram da atividade.
“Poder contar com os Jovens Ativistas do UNICEF é levar as vozes da juventude a espaços onde muitas vezes elas não chegariam. Eles trazem a realidade de quem vive os impactos das desigualdades e das mudanças climáticas. Garantir que sejam ouvidos é assegurar que as decisões de hoje considerem o futuro que eles vão herdar”, destacou Joaquin Gonzalez-Aleman.
Jovem da Amazônia nas discussões globais
Ativista em temas relacionados a mudanças climáticas, comunidades insulares e juventude amazônida, João do Clima é voluntário da Cooperação da Juventude Amazônida para o Desenvolvimento Sustentável (Cojovem) e conselheiro jovem do UNICEF Brasil. Seu trabalho busca fortalecer a representatividade das ilhas amazônicas nos debates sobre sustentabilidade e justiça climática.
Para o novo jovem ativista, a nomeação representa a conquista de um sonho coletivo. “Todo adolescente ativista climático e de causas sociais sonha em ser jovem ativista do UNICEF. Quando a gente ocupa esses espaços de decisão, não é só a gente que ganha, é toda uma comunidade que vai junto. Ser jovem ativista não é sobre uma pessoa, é sobre a luta de uma geração afetada pela crise climática e que precisa ter voz”, afirmou João.