- 10 de fevereiro de 2026
Vereador de Castanhal é preso em operação da Polícia Civil
O vereador de Castanhal Marcelo Moreira, conhecido como Marcelinho Legalizações, foi preso na manhã desta terça-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil do Pará, realizada por agentes da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
A prisão foi decretada pelo Juizado de Garantias da Capital, no âmbito de uma investigação que apura os crimes de estelionato e formação de quadrilha. O parlamentar exercia seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Castanhal, foi preso em sua residência e, em seguida, conduzido para Belém, onde permanece à disposição da Justiça.
Conforme o procedimento legal, ele deve passar por audiência de custódia no prazo de até 24 horas, quando será analisada a manutenção da prisão ou a possível concessão de liberdade mediante medidas cautelares.
A ação integra uma investigação em andamento conduzida pela DRCO. A defesa do vereador está se deslocando para Belém com o objetivo de obter acesso aos autos e se inteirar formalmente dos fundamentos que motivaram a prisão do parlamentar. A prisão ocorre no mesmo dia em que a Câmara Municipal de Castanhal completa 90 anos de fundação.
Outros cinco também foram presos em Santa Maria (PA), Goiânia (GO), Contagem (MG) e Belo Horizonte (MG).
A Polícia Civil informou que:
“A operação “Contragolpe”, com objetivo de desarticular associação criminosa especializada em fraudes à seguradoras, adulteração de veículos automotores e falsificação de documentos, ocasionando prejuízos que ultrapassam 4 milhões de reais. As investigações iniciaram a partir de boletins de ocorrência registrados por dezenas de vítimas no Pará e em outros estados do país comunicando o furto ou roubo de seus carros, os quais nunca ocorreram. Diante disso, verificou-se que cada veículo objeto de falsa comunicação de crime havia sido coberto por seguro dois ou três meses anteriores ao fato, momento em que foi possível constatar que se tratava de estelionato tendo por vítimas as seguradoras. Além das prisões e apreensões, ainda foi realizado o bloqueio de bens no total de 4 milhões de reais nas contas dos alvos da operação. No esquema, quatro pessoas do estado de Minas Gerais realizavam a fraude em documentações, a comunicação criminosa de furto/roubo, abertura de contas falsas em nome dos proprietários dos carros e acionamento do seguro, recebendo os valores indevidos. Logo após, outra pessoa coletava os documentos dos proprietários e as carteiras de habilitação que seriam fraudadas para consumação do golpe. Foram apreendidos carros de luxo, joias, objetos de alto valor, além de uma moto aquática.”