- 12 de março de 2026
Suspeito de integrar rede internacional de tráfico de animais silvestres é preso em Santarém, no Pará
Um homem suspeito de fazer parte de uma organização criminosa voltada ao tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção foi preso em Santarém, no oeste do Pará, durante uma operação da Polícia Federal. A ação faz parte da Operação Extinção Zero, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes estados do país.
Segundo a Polícia Federal, a operação foi realizada simultaneamente nos estados do Pará, Bahia, Pernambuco, Piauí e Maranhão. Até a última atualização da investigação, dez pessoas haviam sido presas. Entre elas, está o suspeito localizado em Santarém.
Além da prisão no oeste do Pará, foram registradas detenções em outras cidades do país, incluindo Feira de Santana e Jeremoabo, na Bahia; Araguanã, no Maranhão; e cinco em Juazeiro e Petrolina, na divisa entre Bahia e Pernambuco. Um dos investigados já estava preso anteriormente e morava em Lauro de Freitas, na Bahia.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria base de atuação em Juazeiro do Norte e mantinha uma estrutura organizada para retirar animais da natureza e revendê-los ilegalmente no Brasil e no exterior. O esquema envolvia caçadores responsáveis pela captura dos animais, além de intermediários e compradores. A apuração também aponta que a quadrilha utilizava drones, armamentos e aplicativos de comunicação criptografada para dificultar o rastreamento das atividades ilegais. Há ainda indícios de que contas bancárias de terceiros eram usadas para movimentar o dinheiro obtido com o comércio clandestino.
As investigações começaram após a apreensão, em fevereiro de 2024, de um veleiro brasileiro no país africano Togo. Na embarcação foram encontrados 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção, que teriam sido transportadas com documentação irregular.
Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos contra animais. A Justiça Federal da Bahia autorizou 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão no âmbito da operação.