- 11 de fevereiro de 2026
Sindmepa cobra providências do governo do Pará após vídeo mostrar pacientes recebendo medicação em corredor do Ophir Loyola
Pacientes amontoados em corredores, condições inadequadas de atendimento e relatos de falta de medicamentos essenciais marcam a realidade da urgência do Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém. As imagens, registradas na manhã desta segunda-feira (9), expõem um cenário de superlotação na unidade, administrada pelo Governo do Pará, e geraram preocupação entre profissionais de saúde e entidades da categoria médica.
O Hospital Ophir Loyola é referência estadual em atendimento de alta complexidade, atuando nas áreas de Oncologia, Neurocirurgia, Nefrologia e Transplantes. Apesar disso, pacientes relatam enfrentar longas esperas, desconforto e riscos sanitários, além da escassez de medicamentos, inclusive para tratamentos oncológicos como a quimioterapia.
Diante da situação, o Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa) manifestou preocupação e indignação com as imagens registradas na unidade. Segundo a entidade, o cenário evidencia a falta de estrutura adequada e falhas na gestão do hospital, o que compromete a segurança dos pacientes e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.
Além da superlotação, o Sindmepa destaca que a carência de medicamentos essenciais coloca vidas em risco e fere o direito constitucional à saúde. A entidade ressalta que médicos, enfermeiros e demais trabalhadores atuam sob pressão constante, sem condições adequadas para oferecer um atendimento seguro e de qualidade.
O sindicato cobra providências imediatas do Governo do Estado e da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), incluindo a regularização do fornecimento de medicamentos, melhorias na estrutura física da unidade e mais transparência na gestão do Hospital Ophir Loyola. Para a entidade, a situação exposta contrasta com o discurso institucional e reforça a necessidade de tratar a saúde pública com seriedade e respeito.