• 20 de fevereiro de 2026

Servidores da Funpapa rebatem Prefeitura de Belém: ‘Ocupação pacífica e não afeta a folha de pagamento’

Reprodução: Redes sociais

Em resposta à matéria publicada na noite de quinta-feira, 19, sob o título “Prefeitura de Belém afirma que ocupação da Funpapa deve atrasar salários dos servidores”, trabalhadoras e trabalhadores da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) divulgaram nota pública para esclarecer pontos que consideram incorretos.

Segundo os servidores, não houve invasão do prédio. A entrada ocorreu pela porta principal, em horário comercial e sem uso de força, com o objetivo de cobrar uma reunião previamente solicitada à gestão municipal, em mais uma tentativa de abrir diálogo com a gestão. Eles afirmam que a mobilização foi pacífica e pública.

Tentativas de diálogo

De acordo com a categoria, foram enviados diversos ofícios ao Executivo Municipal e à presidência da Funpapa solicitando a abertura de mesa de negociação para tratar da pauta setorial da Assistência Social. Por intermédio do secretário municipal de Gestão, Patrick Tranjan, foi solicitada a indicação de um Grupo de Trabalho com três representantes de cada área (educação, saúde e assistência social).

Uma reunião chegou a ocorrer no dia 21 de janeiro, e o sindicato formalizou a indicação dos nomes por ofício. No entanto, segundo os trabalhadores, não houve retorno posterior da prefeitura.

Os servidores estão em greve há cerca de um mês e afirmam aguardar a abertura de diálogo efetivo por parte da gestão municipal. Entre as reivindicações estão valorização profissional, melhores condições de trabalho e a revogação da Lei nº 10.266/26, que, segundo a categoria, retira direitos e prejudica o serviço público municipal.

Folha de pagamento

A nota da categoria também rebate a informação de que a ocupação poderia atrasar o pagamento dos salários. Conforme os trabalhadores, a folha não é processada no prédio da sede administrativa da Funpapa, onde ocorreu a ocupação. O procedimento é realizado regularmente na primeira quinzena do mês e encaminhado à Belem Digital (antiga Cinbesa), responsável pelos sistemas da Prefeitura de Belém.

Os servidores destacam ainda que o 4º andar da sede, que está ocupado pelo movimento grevista, não realiza atendimento ao público e que o setor de processamento da folha sequer conta atualmente com chefia oficial designada, após a demissão de mais de 50 cargos comissionados (DAS) em janeiro de 2026.

Diante disso, a categoria vê com estranheza a tentativa de atribuir à mobilização eventual atraso salarial, classificando a narrativa como desvio do debate central sobre a política pública de Assistência Social, além de buscar enfraquecer a greve e os servidores que lutam por melhorias.

A ocupação

Durante a ocupação realizada nesta quinta-feira (19), os manifestantes denunciaram que a administração estaria impedindo a entrada de alimentos no prédio, onde parte dos trabalhadores permaneceram acampada desde a manhã.

Segundo publicações do sindicato nas redes sociais, o secretário Patrick Tranjan teria determinado que não fosse permitida a entrada de alimentação para as servidoras. A medida foi classificada pelos grevistas como “grave e desumana”. De acordo com o relato, ao menos sete pessoas estariam sem se alimentar desde as 11h, sem autorização para que apoiadores entregassem comida aos manifestantes dentro do prédio.

Os manifestantes classificam a ocupação como um ato legítimo, pacífico e público, diante da ausência de negociação com a Prefeitura, bem como a defesa dos direitos dos servidores e da população usuária da política de Assistência Social em Belém.

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