- 11 de fevereiro de 2026
Servidores da Cinbesa paralisam atividades em Belém e cobram reposição salarial
Funcionários da Companhia de Informática de Belém (Cinbesa) entraram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (10), ampliando o cenário de paralisações no serviço público municipal. O movimento ocorre em meio às greves já deflagradas por servidores das áreas de saúde, educação e assistência social na capital paraense.
De acordo com o Sindicato de Processamento de Dados do Pará, cerca de 150 trabalhadores aderiram à paralisação. A principal reivindicação da categoria é a reposição de perdas salariais acumuladas, que já somam 25%, além da abertura de dissídio coletivo para retomada das negociações com a gestão do prefeito Igor Normando (MDB).
Segundo a diretora do sindicato, Izabel Zalouth, as tentativas de diálogo com a administração municipal se arrastam desde o início de 2025, sem que tenham sido apresentadas propostas concretas. “A empresa apenas informa que não há orçamento. No entanto, nesta semana, o prefeito assinou um decreto criando a Secretaria de Ciência e Tecnologia, o que demonstra que existem recursos para estruturar um novo órgão”, afirmou.
A dirigente sindical também acusa a gestão municipal de descumprir um acordo coletivo firmado no último ano da administração anterior, do ex-prefeito Edmilson Rodrigues (Psol). O acordo previa a reposição gradual das perdas salariais a partir de 2025. “Além de não pagarem a perda do ano passado, estão quebrando uma cláusula de um acordo já assinado. Alegam que não podem responder por um acordo que não firmaram. E onde fica a impessoalidade da administração pública?”, questionou Zalouth.
A categoria reforça que a greve é por tempo indeterminado, mas afirma permanecer aberta ao diálogo. Até o momento, a Cinbesa e a Prefeitura de Belém não anunciaram nenhuma proposta oficial para encerrar o movimento.