- 4 de agosto de 2025
Homem que invadiu estabelecimento em Belém era servidor da Polícia Civil e é advogado; veja o que se sabe
A madrugada do último domingo (03) foi marcada por pânico no espaço cultural NaBêra, em Belém. Frequentadores viveram momentos de terror quando um homem identificado como Leandro Chermont invadiu o local com um carro, após ser retirado pelos seguranças por comportamento violento.
Segundo testemunhas e registros de vídeo, Leandro teria iniciado um tumulto após supostamente agredir uma mulher e ser acusado de importunação sexual. Visivelmente alterado, ele foi expulso do espaço por seguranças, mas voltou instantes depois ao volante de um veículo e avançou contra o público, colidindo contra a estrutura do local.
As imagens mostram correria, gritos e destruição. Houve disparos de arma de fogo durante o ocorrido, embora não tenha sido registrado nenhum ferido. Parte da estrutura do ambiente foi danificada.
A Polícia Militar foi acionada e Leandro Chermont acabou detido. De acordo com a Polícia Civil do Pará, ele foi autuado e, após o pagamento de fiança no valor de R$ 4 mil, foi liberado. Ele deverá responder pelo crime de dano qualificado, além das demais apurações relacionadas ao episódio.
Na manhã desta segunda-feira (04), o órgão informou que o servidor foi exonerado e não faz mais parte da instituição. Ainda de acordo com a instituição, Leandro foi apresentado à Divisão de Crimes Funcionais (DCRIF), autuado em flagrante por dano qualificado com grave ameaça à pessoa, se recusando a fazer os testes de alcoolemia e exame clínico. O órgão ressalta que não compactua com a conduta e reforçou seu compromisso com a ética, legalidade e prestação de um serviço de segurança eficaz e responsável à sociedade.
O acusado
Leandro Chermont Corrêa é advogado com registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB/PA). Até então, ele ocupava um cargo comissionado no Governo do Estado do Pará. Conforme publicação oficial no Diário Oficial do Estado, foi nomeado em 2023 como Diretor de Divisão da Polícia Civil do Pará, atuando na gestão administrativa da corporação.
Embora não haja informações públicas sobre sua formação ou participação em entidades jurídicas, registros processuais apontam que sua atuação como advogado se dá, principalmente, com processos registrados no Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).