- 23 de dezembro de 2025
Saiba os motivos que levaram dois presidentes do Paysandu à renúncia em menos de uma década
Com a renúncia de Roger Aguilera, o Paysandu tem, em menos de 10 anos, o segundo presidente que deixa o clube antes de findar o mandato. O cenário atual se assemelha ao ano de 2017, época em que Sérgio Serra também deixou a presidência precocemente.
Naquele período, Serra e seu filho teriam sido agredidos por duas pessoas — que estariam armadas — enquanto passeavam nas ruas de Belém. O dirigente também vinha recebendo sucessivas críticas e pressões em razão da campanha ruim na Série B do Brasileiro.
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Na época, Tony Couceiro era o vice-presidente de operações e assumiu o Papão. A pressão política e as ameaças pessoais tornaram a continuidade insustentável no comando bicolor.
Em 2025, a história se repete com a saída de Aguilera ainda no primeiro ano de gestão para o biênio 2025/2026. O fracasso esportivo com o rebaixamento para a Série C foi o estopim para o encerramento abrupto deste ciclo administrativo.
Além da queda de divisão, o clube lida com uma crise financeira potencializada pelo atraso no pagamento de salários dos atletas. O montante de ações trabalhistas já ultrapassa a marca de R$ 16 milhões, gerando uma insegurança jurídica profunda no cenário regional.
Segundo apurações preliminares do Núcleo de Esportes do Cidade 091, além de ameaças, Roger também estaria enfrentando problemas de saúde, o que teria sido um dos fatores primordiais para deixar de vez a direção do clube. Contudo, Aguilera continuará ajudando administrativamente.
A decisão foi oficializada pelas redes sociais do clube após intensos protestos da torcida fiel em frente à sede social. Diante do desgaste irreversível, o advogado Márcio Tuma assume a presidência com a missão de reorganizar o planejamento para a temporada.