• 13 de fevereiro de 2026

Rios tipográficos

Em Belém, as letras também navegam. Foi o que descobriu a designer Fernanda Martins ao se mudar para a capital paraense e se deparar com barcos ribeirinhos que mais pareciam galerias flutuantes. Fascinada pelas tipografias coloridas que estampam cascos na região de Boa Vista do Acará, ela transformou o encanto em pesquisa. E em missão. Criou o projeto Letras que Flutuam, que já mapeou 140 abridores de letras no Pará, desde Belém à Ilha de Marajó. As marcas registradas são maiúsculas vibrantes, sombra em dégradé e arabescos finais – o chamado “caqueado”. Fernanda formalizou o Letras que Flutuam para evitar que a estética amazônica seja capturada pelo mercado sem crédito aos autores. A preocupação não é só artística, é política: reconhecer quem pinta é preservar quem sabe.

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